Os que buscam a Verdade

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O coração do artista: Capitulo 2 parte 3 (FINAL): O que NÃO é humildade

“O orgulhoso diz, ‘Veja o que eu fiz.’ O humilde fala: ‘Veja o que Deus fez através de mim.’”

Rory Noland

É pecado sentir-se confiante em meio a uma apresentação? Isso me faz menos humilde?

Segundo Rory, perguntas como essa frequentemente partem de pessoas que atribuem (erroneamente) humildade a três perfis de pessoas:

O omisso (“being spineless”) – Uma pessoa covarde, que não sabe confrontar os outros, deixando dessa forma que os outros o façam por ele.

Responda rápido: Alguém que não corrige o seu próximo o ama de verdade? Leia Hebreus 12 – 5 ao 11 e veja!

Como bem disse o reformador Martinho Lutero: “A paz, se possível, mas a verdade, a qualquer preço.” Deus nos chamou para dizer a verdade em amor! O pai da mentira é o Diabo, e é ele quem se alegra quando damos tapinhas nas costas de alguém que precisa se arrepender, ou simplesmente não tomamos partido e nos omitimos, seja por covardia, seja por medo de rejeição. Temos sido condescendentes com o pecado dos outros?

O sem convicção (“wishy-washy”) – Aquele tipo de pessoa sem norte, que muda facilmente de opinião (veja Tg. 1:8). Ser receptivo a sugestões e críticas é diferente de ter um coração dobre, mudando constantemente de direção. Não devemos colocar a vontade do grupo acima da vontade de Deus: A palavra é nosso farol, nosso referencial, e é por não conhecê-la de verdade que muitas vezes somos enganados ou sofremos.

Pelos teus mandamentos alcancei entendimento; por isso odeio todo falso caminho.
Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.

Salmos 119:104-105

O coitadinho (“apologetic”) – Aquela pessoa que vive se auto-depreciando: “Você não sabe o que eu sofri”, diz ele, julgando que isso o faz melhor do que os outros, se vangloriando da própria desgraça. Fazemos isso até mesmo involuntariamente, quando recebemos elogios e assim respondemos: “Sou só um verme sendo usado por Deus até que ele ache alguém melhor.” ou algo como “A glória é dele irmão, eu não sou nada!” Não questiono a veracidade dessas frases: elas são verdadeiras, são genuínas, mas muitas vezes a nossa intenção por trás delas não é.

A autocomiseração é pecado: Tomando uma posição como essa nos colocamos numa posição egoísta, ignorando os problemas dos outros e focando nos nossos e superestimando-os. Não é errado entristecer-se em face das dificuldades, mas nunca deixe que elas façam com que você perca o amor de Deus de vista! Lembre-se: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Rm. 8:28-29).

E assim terminamos o segundo capítulo (apesar de ainda ter muita coisa pendente, não é minha intenção postar o conteúdo do livro integralmente). Semana que vem começamos o terceiro capítulo: Um abraço!

Na busca pela verdade

Bruno!

O coração do artista – Capitulo 2 parte 2: Três barreiras que impedem o serviço cristão

“ Portanto, que todos nos considerem como servos de Cristo e encarregados dos mistérios de Deus.”

1 Coríntios 4:1

Servir ao invés de ser visto: Esse deve ser o lema de todo cristão. A fama, o reconhecimento não devem ser objetivos, mas sim uma consequência em nossos ministérios. E que exemplo maior do que o de Jesus temos de serviço?

Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos.

Marcos 10:45

Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.

Filipenses 2:6-8

“Dois mil anos depois a imagem de Jesus lavando os pés dos discipulos está cravada em nosso coração, ainda que falhemos em compreender tudo que Jesus quis dizer com essa atitude.”

Rory Noland

Ao ver de Rory, existem três principais barreiras no caminho do artista servo:

1. Uma atitude de superioridade

Dificilmente alguém se arrisca a dizer em alta voz que é melhor do que os outros, disso não tenho dúvida! Entretando, existem diferentes maneiras de transmitir essa mensagem aos outros, algumas mais e outras menos sutis. Rita jamais assumiu publicamente ser melhor do que todos os outras pessoas, mas suas atitudes transmitiram essa mensagem! As ações muitas vezes falam mais alto do que palavras! Arranque o orgulho do seu coração! Orgullhe-se em conhecer a Deus:

“E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.

2 Coríntios 12:9 (ênfase minha)

2. Egoísmo por trás de nossas atitudes

A grande pergunta é: Temos servido a Deus ou a nós mesmos? Pra muitas pessoas o ministério artístico nada mais é do que uma forma de ser notado, de estar no centro das atenções, sendo que muitos líderes acabam se tornando reféns da opinião alheia tamanha é a sua ânsia de agradar a todos, buscando assim a aprovação dos homens e não a vontade de Deus. Queremos aplausos! Queremos ser reconhecidos!

Qual é a sua motivação? Se a resposta for “eu, eu, eu”, está na hora de repensarmos nossas atitudes: O ser humano pode não notar, mas Deus sonda os nossos corações, e nada há que ele não possa ver. Abra mão do egoísmo.

3. Confiança pura e tão somente em nossos dons

Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus em espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne.”

Filipenses 3:3 (ênfase minha)

Eu faço e aconteço! Tudo dará certo pois eu sou talentoso o suficiente, esperto o suficiente! Se pensamos assim estamos miseravelmente enganados! Devemos sim estudar, devemos sim nos precaver, mas lembre-se que sem a graça de Deus nada disso seria possível! Ele que nos dá forças pra andar, é n’Ele que pensamos, é graças a Ele que existimos, que temos saúde, força para nos movermos: Tudo vem de Deus! Antes de se perguntar como estava sua aparência no palco ou como a música soou, pergunte-se: Deus tem me usado? Tenho sido boca de Deus ou falado do que provêm do meu coração?

Fale com Deus hoje e todos os dias, entregue toda a sua ansiedade, coloque suas motivações aos pés d’Ele, lembre-se de Jesus lavando os pés dos discipulos! Que façamos o mesmo, hoje e sempre…

Este artigo faz parte de uma série de textos baseados no livro “O coração do artista”, do autor Rory Noland. O texto consiste num resumo de parte do capitulo 2 do livro (com algumas adições minhas). As citações também foram retiradas do livro.

Bruno Vilela

O coração do artista – Capitulo 2: Serviço versus estrelato

“O desejo de sermos servidos é abraçado com muito mais facilidade do que o de servir.”

“Como artistas nós muitas vezes somos egoístas e egocêntricos. Gostamos da atenção que nossos talentos trazem. Gostamos de nos sentir mais especias do que os outros, que não conseguem colocar em prática ou criar como nós. A sociedade na qual vivemos tende a colocar qualquer um que tenha talento sobre um pedestal.”

Rory Noland

O Capítulo começa com a história de uma vocalista chamada Rita. Rita cantava profissionalmente, estava habituada a apresentar-se em festas, casamentos, e havia gravado até mesmo jingles para rádios! Pouco depois de ter sido incorporada a membresia da igreja local, todos notavam o quanto era talentosa e estava a frente de todos os outros cantores em termos de técnica e, graças a isso, Rita rapidamente assumiu uma posição de proeminência no ministério de louvor.

Todo o pessoal procurou recebê-la com carinho, e rapidamente ela se adaptou a igreja local. Entretanto problemas começaram a surgir no decorrer do caminho: Não era fácil conversar com Rita, já que ela não vazia a mínima questão de se envolver com outras pessoas, se abrir, conversar. Além disso sempre estava atrasada nos ensaios, não dava satisfação quando precisava faltar, era impaciente com o técnico de som e os outros cantores, sarcástica com relação a banda (se alguém errasse ou as coisas não saíssem conforme o gosto dela, era um Deus nos acuda!), comparecia aos ensaios sem tirar as músicas com antecedência (julgando que as pessoas fariam vista grossa a sua negligência, já que ela era uma profissional ou não tinha tempo), não se sentava para ouvir o sermão, só comparecia a igreja quando era sua escala, e além de tudo isso não era aberta a críticas.

Rita nunca disse em voz alta que era superior as outros, que era uma estrela, que cantava melhor que tudo mundo, entretanto ela era reconhecida por praticamente toda a congregação por ser prepotente, arrogante, uma verdadeira prima donna: As atitudes de Rita falaram muito mais alto que suas palavras, e a levaram a ser reconhecida assim.

O Pastor percebeu o comportamento de primma donna de Rita e, gentilmente, conversou com ela em particular, tentando ensiná-la sobre o que é verdadeiramente servir na igreja local. Entretanto Rita se sentiu ofendida, e não entendeu o porque do pastor tê-la colocado à parte: “A bíblia não nos ensina que não devemos julgar?” ela respondia revoltadamente. Ela estava ferida. Se sentia incompreendida. “Essas pessoas não me reconhecem como deveriam”, ela dizia a si mesma, e então decidiu deixar a igreja e nunca mais voltar. A igreja, por outro lado, se recuperou muito bem, e mesmo sem Rita seguiu em frente com seu ministério de música.

Bem, o caso de Rita pode parecer meio extremo, não é mesmo? Também concordo, dificilmente encontraríamos alguém como Rita no decorrer de nossa vida, mas verdade seja dita: Todos nós provavelmente iriamos admitir ter reconhecido um ou dois traços de Rita em alguém no decorrer de nosso ministério! Enquanto parece óbvio que Rita precisa aprender como servir, pode não parecer tão óbvio que existe um pouquinho de Rita dentro de todos nós.

“É muito mais fácil apontar falhas nos outros do que reconhecer as nossas”

Semana que vem continuamos sobre três obstáculos que estão no caminho do verdadeiro serviço: Uma atitude de superioridade, egoísmo por trás de nossas ações e confiança pura e tão somente em nossos dons. Medite na história de Rita, e se pergunte: Existe algum traço de Rita dentro de mim? Tenho reconhecido minhas falhas?

Este artigo faz parte de uma série de textos baseados no livro “O coração do artista”, do autor Rory Noland. O texto consiste num resumo de parte do capitulo 2 do livro (com algumas adições minhas). As citações também foram retiradas do livro.

CAPITULO 1 – CARÁTER PROVADO: QUEM É VOCÊ QUANDO NIGUÉM ESTÁ OLHANDO?

“Preocupe-se mais com o seu caráter do que com a sua reputação, porque o seu caráter é o que você realmente é, enquanto que a sua reputação é meramente o que os outros pensam que você é”.

John Wooden, falecido jogador e treinador de basquete

Quem nunca conheceu algum membro problemático na igreja local? Um músico que vive perdendo a hora, um vocalista que frequentemente ameaça sair, um tenor que mais falta aos ensaios do coral do que comparece, uma soprano chata que vive se opondo a mudanças…

Quem você escolheria entre um artista talentoso e problemático e um piedoso e sem talento? Deus quer ambos! Quem disse que não podemos ser os dois?

É nosso dever crescer diarimente, tanto em caráter quando em habilidade artística! Não que Deus queira de nós perfeição, mas sim um caráter coerente com a vida que Deus nos chamou para viver.

Aqui vai uma primeira pergunta feita por Rory [ênfase minha]: “Estamos nos tornando pessoas mais amorosas, ou estamos por demais absortos em nossa arte? Estamos amando ao Senhor com todo o nosso coração, alma, e mente, ou amamos mais cantar, tocar, interpretar e criar? As pessoas ao seu redor podem dizer que você é uma pessoa amorosa?

Temos uma consciência clara de como estamos vivendo nossas vidas? Somos pessoas honestas? Estamos tratando com o pecado em nossas vidas ou o estamos ocultando? Estamos vivendo como os que estão mortos para o pecado e vivos para Cristo, ou estamos cedendo aos prazeres passageiros do pecado? Estamos prestando contas uns aos outros de nossos pecados?”

Alguns de nós tentam esconder-se por detrás de seus talentos, negligenciando quem são por dentro, e não enxergam que quem somos por dentro é quem somos realmente. É por isso que Paulo diz que se esforça para “ter sempre consciência pura diante de Deus e dos homens” (At 24.16).

Quem somos nós quando ninguém está olhando?

Um cristão autêntico não se esconde atrás de máscaras como seu talento ou ministério, não encobre a sua dor! Um cristão de verdade admite seus conflitos, assume suas falhas e luta constantemente contra elas.

“Autênticidade não quer dizer que somos perfeitos, mas sim que somos verdadeiros.”

“Deus nunca desejou que o crescimento de nosso caráter fosse uma prioridade pequena. Todos devemos amadurecer espiritualmente “à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef 4.13). Devemos “crescer em tudo” em Cristo (Ef 4.15). Crescer em Cristo não quer dizer adquirirmos conhecimento intelectual. Significa crescermos em áreas como excelência moral, intimidade com Cristo, autocontrole e disciplina, perseverança, piedade, bondade e amor. “Porque estas coisas existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo (2 Pe 1.5-9). Esse é o tipo de material a partir do qual um caráter é construído.”

Por fim deixo novamente a pergunta feita anteriormente: Faça uma auto-crítica e se abra com Deus:

“Quem é você quando ninguém está olhando?”

Todas as citações acima foram tiradas do capitulo 1 do livro “O coração do artista”, de Rory Norland. O começo do livro foi disponibilizado pela editora na internet, portanto os respectivos trechos se encontram disponíveis para leitura.

O coração do artista parte 2: Michelangelo – A igreja e seus abusos

Em nosso último artigo postei uma breve citação contida no livro “O coração do artista”, a qual falava acerca de artistas cristãos que não dão a mínima para a igreja, enxergando-a simplesmente como um trampolim para algo maior, ou de jovens que tem a visão de que um ministério artístico não se controi no contexto da igreja local.

Hoje gostaria de falar de abusos novamente: não por parte dos artistas, mas sim por parte da igreja. Segue abaixo mais um trecho do livro (disponível no prefácio disponibilizado na internet pela editora):

“Tenho trabalhado com artistas por mais de vinte anos, e visto igrejas lidando com eles de duas maneiras: ou nós os mimamos, fazendo vistas grossas às suas deficiências, ou usamos e abusamos deles. Agonia e Êxtase, um romance biográfico sobre a vida de Michelangelo, escrito por Irving Stone, tem um capítulo longo dedicado aos relacionamentos do artista com os vários papas para quem trabalhou. Muitos desses relacionamentos foram tempestuosos e a experiência de Michelangelo como um artista sacro foi extremamente frustrante. Ao ler sobre todos os abusos sofridos por um dos meus artistas preferidos, ocorreu-me um pensamento de que esta tensão entre igreja e artistas tem se estendido por centenas de anos. Sonho com o dia quando a igreja irá parar de alienar seus artistas, passando a cuidar deles, dando-lhes um lugar seguro para que possam crescer e tornar-se pessoas como Deus quer que sejamos.

Gostaria que fossemos mais sensíveis às necessidades dos artistas. E gostaria que todos os artistas amassem a igreja e crescessem em caráter cristão e em integridade.”

Michelangelo é considerado até hoje um dos maiores criadores da história da arte no ocidente, mas o fato de tratar-se de um verdadeiro gênio não o livrou muitas vezes de sofrer abusos, ser incompreendido, explorado: Veja só, estamos falando de um prodígio! Nem fazendo o que fazia com excelência ele escapou dessas coisas, e conosco não é diferente!

Como bem disse Abigail Van Buren, a igreja é um hospital para pecadores, e não um museu para santos. Jesus disse que aqueles que precisam de médico são os doentes, não os sãos! Sendo assim ele veio justamente para chamar pecadores e não justos (Marcos 2.17).

A igreja é constituída de seres humanos, e como carne que somos, sem dúvida vamos errar! Vamos ferir e também seremos feridos no decorrer da nossa caminhada, mas devemos nos lembrar que a despeito de todas as nossas imperfeições, Deus nos chamou como igreja para mudar o mundo! Não desista no decorrer da jornada!

Devemos ter consciência de que investir nas artes é investir também no reino, pois assim como o corpo tem muitos membros e cada um tem sua função, também nós como artistas possuímos nosso papel na edificação do reino de Deus, sendo parte do corpo de Cristo! Vamos nos frustrar muitas vezes? Sem dúvida! Mas tenha certeza que também passaremos por muitos momentos bons e alegres, e o mais importante: Mostramos que amamos a Cristo praticando o que ele ensinou! (João 14.21) Temos a oportunidade de mostrar que amamos aquele que nos amou primeiro e comprou a preço de sangue através da nossa arte! Vou dar exemplos de como podemos fazer isso no contexto da igreja local na próxima semana.

Gostaria de terminar esse artigo com uma breve citação do autor do livro, um trecho que me comoveu e ao mesmo tempo me motivou quando o li pela primeira vez: Leia com atenção, guarde no seu coração, seja levado a reflexão:

“Estou envolvido no ministério de música por mais de vinte e cinco anos, e confesso que, em alguns dos pontos mais difíceis, ao longo do caminho, quis desistir. Mas, quando pensava em fazer outra coisa de minha vida, nada chegava sequer perto, a ponto de cativar minha paixão. Isto é o que Deus me chamou para fazer. Deus me colocou aqui neste mundo para fazer música cristã! Minha missão na vida é contribuir para o avanço da música na igreja. Você não precisa trabalhar numa igreja para amar a igreja. Deus está, através dela reconciliando para Si um mundo perdido, e convida você e eu para sermos uma parte deste “ministério da reconciliação” (2 Coríntios 5.18). A igreja é a esperança do mundo. Servir a Deus na igreja local é um chamado nobre e sublime.”

“A igreja é a esperança do mundo. Servir a Deus na igreja local é um chamado nobre e sublime.”

Rory Noland

Carta aberta a um líder de louvor

E ai Lider, tudo tranquilo? A quanto tempo não nos falamos hein! Como você anda?

Gostaria de compartilhar com você uma visão que tenho acerca do que é louvor, da qual tenho convicção que encontra-se segundo a palavra de Deus: A palavra diz que ele consiste em mais do que palavras, aliás todos nós sabemos que a fé sem as obras é morta como diz Tiago, não é mesmo? E tais obras se manifestam de diversas formas: Seja através do cuidado com os mais necessidados, dando condições de reinserção na sociedade a moradores de rua e viciados, seja ajudando irmãos em Cristo em suas necessidades, o próprio Tiago disse que ” a verdadeira religião pura e imaculada para com Deus é visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo”. Sendo assim só com isso já dá pra ter uma idéia da amplitude de tais obras, que consistem num meio de adorar a Deus.

Assim também são os cânticos: Eles também consistem numa forma de adorar a Deus, porém infelizmente o que vemos são muitas musicas que, se não são razas, superficiais, falam do que as pessoas querem ouvir ou abordam temas supersaturados (como o amor de Deus, a adoração vertical), que são importantes e válidos segundo o ponto de vista bíbico, mas a motivação por trás delas é o pecado, seja do interesse, seja o do desleixo, pois vários interpretes (sem generalizar é claro, muitas pessoas sinceras tem composto musicas edificantes para a igreja e com boas intenções), tem composto músicas (mesmo sendo feitas com boa intenção) rasas e até antibíblicas porque o ministro não buscaram entendimento, não estudaram, não oraram, fazendo letras segundo outras vontades que não a de Deus, e até mesmo fizeram a música pra se encaixar no padrão de mercado e fazer muito sucesso (o que pra um cantor secular é normal, mas para um cristão não, pois para um cristão o lucro financeiro e a popularidade devem ser consequências e não um objetivo, como diria o saudoso João Alexandre).

Sendo assim é difícil encontrar músicas como as que vou te indicar abaixo, que abordam temas como a indiferença nas igrejas e os pecados ocultos (que destroem famílias e ministérios sutilmente, aos poucos), assuntos que são tabus dentro de muitas igrejas e acabam tornando-se pedra de tropeço e destruindo vidas por não serem abordados.

Eu não menosprezo e não digo que não devemos entoar a adoração vertical (aquela do tipo “eu te exalto”, “eu te adoro”, “toda a terra proclame ao Senhor”) , falar do amor de Deus, dizer que sou livre do pecado, mas eu tenho convicção de que um remédio se tomado em excesso torna-se um veneno, da mesma forma a medida em que assuntos como esses são abordados a exaustão nos cânticos e os tabus dos quais lhe falei são deixados de canto, a igreja definha, deixa de frutificar muito mais, isso se ainda frutifica.

Por isso lhe peço que analise essas letras com carinho, pois gostaria muito que elas fossem cantadas na igreja, independentemente de quem seja o ministro, eu até procurei traduzí-las. Também peço que não negligencie os ditos clichês, pois apesar das más intenções e do desleixo com as quais eles tem sido usados por muita gente, não deixam de ser uma visão correta das escrituras, e não devem de jeito nenhum ser deixados de lado, mas sim usados de forma correta, na hora e na medida certas, pois ainda assim são remédios.

Deus abençoe e a paz de Cristo seja contigo, um abraço

If we are the body (Se somos o corpo) – Casting Crowns

Slow fade (Lento desvanecer, ou lenta queda, ou queda sutil) – Casting Crowns

Olhe também o clipe, assim você vai entender melhor a mensagem da música

As letras traduzidas podem ser baixadas nos links abaixo:

https://www.dropbox.com/s/p8a0uqo4rog9yeb/Se%20somos%20o%20corpo.doc

https://www.dropbox.com/s/tpglb5lnvqhx21v/Queda%20sutil.doc

Sinta-se livre pra compartilhar este e-mail se assim desejar, peça direção pra Deus se duvidar de algo que expus: Te encorajo inclusive a aconselhar-se com seu Pastor, presbítero, líder, e que seja com mais de uma pessoa.

Pv. 24:6 – Com conselhos prudentes tu farás a guerra; e há vitória na multidão dos conselheiros.

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