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Sempre a mesma coisa?

Porque será que as músicas cristãs costumam falar quase sempre sobre a mesma coisa?
Dê uma olhada na letra da música nº1 indicada no site da Rádio Vida em dezembro de 2011:

Deus criador – Cantor PG

Aonde buscarei socorro
Se não em ti, senhor
Todas as evidências me disseram não
Nem o mais sábio deste mundo pôde me curar
Levanto a minha voz e grito
Socorre-me, senhor

Deus criador
Que me fez nascer
Todo poder está em tuas mãos
Ouça o clamor
E venha até mim
A tua cura

Mesmo sofrendo eu não deixarei
De te adorar
Pois o senhor
Me ensinou a crer
Cansado e abatido eu estou
Alivia, hoje, a minha dor

É curioso – e um pouco desanimador em termos de criatividade dos músicos cristãos – perceber que a maioria das letras no meio “gospel” fala sempre sobre as mesmas coisas. A música acima é um exemplo disso, com uma temática bem saturada, seja em pregações ou até em cânticos, pois temos muitos outros hinos que versam sobre a mesma mensagem: “Se o sol se por”, “aos pés da cruz”, “rompendo em fé”, “quando penso que sou fraco”, “o meu Deus é o Deus do impossível”, “Deus forte”, “Dizem”, “em ti esperarei”, “esse é o Senhor Jeová”, “eu creio que tudo é possível”, “quando Deus quer fazer ninguém pode parar” e por aí vai… Não que essa temática seja errada, mas devemos ter uma variedade de temas mais ampla, pois existem músicas excelentes (inclusive muito mais excelentes do que o que se toca nas rádios) que não estão tão explícitas na mídia quanto essas , fora o fato de que muito do que se toca nas rádios (tanto a secular quanto a gospel) não é (e de looooonge) o melhor que existe na música cristã ou na secular, fora o fato da falta de criatividade (é sempre música sobre “vitória”, “chuva” – tinha uma época que estava terrível, só cantavam de “chuva”), por exemplo, são palavras exaustivamente cantadas – nada contra elas, mas muitos por puro desleixo ou comodidade não se fazem valer de simples sinônimos para enriquecer sua composição, fora o fato de que ao invés de explorar temas como avivamento, divisões no meio da igreja, a necessidade de servir ao próximo, de amar não somente de palavra mas também em obras, da superficialidade e distorção que o evangelho sofre nos dias atuais, optam por apregoar assuntos já saturados e que não vão “escandalizar” o público, ou seja, assuntos necessários, que precisamos ouvir. Temas que não colocam o cristão para refletir em seu estilo de vida, pra pensar se o cristianismo que ele vive é um cristianismo somente no nome (somente um rótulo), ou se é cristianismo “vivido, praticado”, não tocam “na ferida – será por que coisas assim não vendem? As pessoas pode se escandalizar não é verdade?

Ah se Paulo pensasse assim ao pregar aos Judeus (1 Co. 1:23-24 – Cristo crucificado, escândalo para os Judeus), pois como falava sobre perseverança em meio as aflições – não que seja errado pregar algo assim, mas como dizia o apóstolo Paulo em I Co. 13: “Quando menino, agia como menino, discorria como menino…” – Uma criança não se alimenta de leite por toda a vida, mas a partir do momento em que cresce começa a experimentar alimentos sólidos, e de forma análoga, ou seja, da mesma forma, um cristão não pode viver um evangelho superficial a vida inteira, pois um cristão de ao menos 5 anos de idade deve ter pelo menos alguma maturidade em relação as escrituras, pelo tempo de conversão e aprendizado que possui, (assim depreendo, assim concluo que tem que ser, acho que o certo seria assim). Sendo assim: Até quando vamos continuar batendo na mesma tecla? Cantando temas já saturados sendo que podemos ir mais além (como disse, nada contra essa temática – que muitas vezes inclusive não vai contra a palavra de D-s), mas até quando existirá tanta superficialidade?

Nossa vida é sujeita a mudanças, assim como o maná do povo de Israel estragava de um dia para o outro, nem sempre a mesma palavra de hoje me servirá amanhã (pode ser que sim, pode ser que não, mas Israel não teve momentos tanto de consolação da parte de D-s quanto de repreensão? Encorajamento quanto a arrepender-se? Não é algo estranho ver tais temas explorados a exaustão, à medida que outros caem no limbo do esquecimento?

Na busca pela verdade.
Bruno Vilela

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