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O coração do artista parte 2: Michelangelo – A igreja e seus abusos

Em nosso último artigo postei uma breve citação contida no livro “O coração do artista”, a qual falava acerca de artistas cristãos que não dão a mínima para a igreja, enxergando-a simplesmente como um trampolim para algo maior, ou de jovens que tem a visão de que um ministério artístico não se controi no contexto da igreja local.

Hoje gostaria de falar de abusos novamente: não por parte dos artistas, mas sim por parte da igreja. Segue abaixo mais um trecho do livro (disponível no prefácio disponibilizado na internet pela editora):

“Tenho trabalhado com artistas por mais de vinte anos, e visto igrejas lidando com eles de duas maneiras: ou nós os mimamos, fazendo vistas grossas às suas deficiências, ou usamos e abusamos deles. Agonia e Êxtase, um romance biográfico sobre a vida de Michelangelo, escrito por Irving Stone, tem um capítulo longo dedicado aos relacionamentos do artista com os vários papas para quem trabalhou. Muitos desses relacionamentos foram tempestuosos e a experiência de Michelangelo como um artista sacro foi extremamente frustrante. Ao ler sobre todos os abusos sofridos por um dos meus artistas preferidos, ocorreu-me um pensamento de que esta tensão entre igreja e artistas tem se estendido por centenas de anos. Sonho com o dia quando a igreja irá parar de alienar seus artistas, passando a cuidar deles, dando-lhes um lugar seguro para que possam crescer e tornar-se pessoas como Deus quer que sejamos.

Gostaria que fossemos mais sensíveis às necessidades dos artistas. E gostaria que todos os artistas amassem a igreja e crescessem em caráter cristão e em integridade.”

Michelangelo é considerado até hoje um dos maiores criadores da história da arte no ocidente, mas o fato de tratar-se de um verdadeiro gênio não o livrou muitas vezes de sofrer abusos, ser incompreendido, explorado: Veja só, estamos falando de um prodígio! Nem fazendo o que fazia com excelência ele escapou dessas coisas, e conosco não é diferente!

Como bem disse Abigail Van Buren, a igreja é um hospital para pecadores, e não um museu para santos. Jesus disse que aqueles que precisam de médico são os doentes, não os sãos! Sendo assim ele veio justamente para chamar pecadores e não justos (Marcos 2.17).

A igreja é constituída de seres humanos, e como carne que somos, sem dúvida vamos errar! Vamos ferir e também seremos feridos no decorrer da nossa caminhada, mas devemos nos lembrar que a despeito de todas as nossas imperfeições, Deus nos chamou como igreja para mudar o mundo! Não desista no decorrer da jornada!

Devemos ter consciência de que investir nas artes é investir também no reino, pois assim como o corpo tem muitos membros e cada um tem sua função, também nós como artistas possuímos nosso papel na edificação do reino de Deus, sendo parte do corpo de Cristo! Vamos nos frustrar muitas vezes? Sem dúvida! Mas tenha certeza que também passaremos por muitos momentos bons e alegres, e o mais importante: Mostramos que amamos a Cristo praticando o que ele ensinou! (João 14.21) Temos a oportunidade de mostrar que amamos aquele que nos amou primeiro e comprou a preço de sangue através da nossa arte! Vou dar exemplos de como podemos fazer isso no contexto da igreja local na próxima semana.

Gostaria de terminar esse artigo com uma breve citação do autor do livro, um trecho que me comoveu e ao mesmo tempo me motivou quando o li pela primeira vez: Leia com atenção, guarde no seu coração, seja levado a reflexão:

“Estou envolvido no ministério de música por mais de vinte e cinco anos, e confesso que, em alguns dos pontos mais difíceis, ao longo do caminho, quis desistir. Mas, quando pensava em fazer outra coisa de minha vida, nada chegava sequer perto, a ponto de cativar minha paixão. Isto é o que Deus me chamou para fazer. Deus me colocou aqui neste mundo para fazer música cristã! Minha missão na vida é contribuir para o avanço da música na igreja. Você não precisa trabalhar numa igreja para amar a igreja. Deus está, através dela reconciliando para Si um mundo perdido, e convida você e eu para sermos uma parte deste “ministério da reconciliação” (2 Coríntios 5.18). A igreja é a esperança do mundo. Servir a Deus na igreja local é um chamado nobre e sublime.”

“A igreja é a esperança do mundo. Servir a Deus na igreja local é um chamado nobre e sublime.”

Rory Noland

Por quê não acredito em milagres

Vivemos em tempos modernos não é mesmo? A ciência, com sua varinha de condão, nos dá a impressão de ter desmitificado praticamente tudo!

Como bem disse Heschel, hoje cremos de que todos os mistérios podem ser resolvidos, e que todo assombro não passa do “efeito que o novo imprime sobre a ignorância”. Com o tempo o novo perde a capacidade de nos impressionar. Ele assim conclui: “À medida que a civilização avança, o senso de assombro declina”.[1]

A falta de assombro de um cético me assombra menos do que a falta de assombro de tantos que se dizem cristãos diante de tanta miséria, pobreza, angústia, abandono, inércia das autoridades, e tantos outros males que, apesar de visíveis, são ignorados.

Como bem disse Lewis, se sua caridade não pesa nem um pouco em seus ombros, ela merece ser questionada… se você gasta o mesmo de quem não é cristão com coisas supérfluas, tem algo errado com a sua religião.[2]

Eu não acredito em milagres! Não acredito em gente que pede pra Deus mudar o Brasil e não coloca as mãos no arado! Gente que pede em favor dos pobres mas não colabora em nada! Alienados políticos, ativistas de banco, gente mais inerte do que muitos ateus que no papel não tem compromisso nenhum com o direito dos mais pobres, mas que dão a cara pra bater mesmo não tendo motivos aparentes!

Devemos fazer ação social! E não só nos limitar a ela, mas cobrar do Estado! Pois muitas vezes tais ações sociais são necessárias graças a incompetência e/ou a ausência do governo! A igreja não denuncia, prega contra o mundanismo mas se restringe a pequenas ações como “devolva o troco”, “não roube”, “não cole nas provas”! Deve sim se opor ao mundanismo, mas também deve se opor a omissão, a boca fechada, pois quem cala muitas vezes consente sim!

 

Me responda: Você já viu um candidato que recebeu orações (como se fosse só essa a intenção) em um púlpito voltar pra dar satisfação se eleito? Já viu algum pastor mobilizar os membros e organizar excursões pra uma plenária? Espero que existam, porque eu nunca vi! E se houvesse um sacerdote que fizesse isso, ainda assim duvido que haveria adesão…

Precisamos de um milagre pra doar pra missão mundial? Se precisa de um milagre pra dar um telefonema na assessoria de um vereador, um deputado, e cobrar serviço, pedir satisfação? Precisamos de um milagre pra tirar 5 minutos do nosso dia pra ligar pra alguém com quem não falamos faz tempo e oferecer um ombro amigo, perguntar se precisa de algo?

E boa parte dos parlamentares que se dizem evangélicos só advogam em função de interesses próprios! Parecem viver uma dicotomia: Somos nós e eles! Os escolhidos contra o mundo! Como se as pessoas fossem nossas inimigas! Jesus ensinou a amar o próximo sem distinções étnicas, culturais, políticas e até raciais! Logicamente a palavra nos diz que somos geração eleita, sacerdócio santo, que a luz não tem comunhão com as trevas, entretanto isso não nos livra de zelar pelo bem comum!

 

Não acredito nessa cambada de cantores gospel e pastores que dizem que um novo tempo vem sobre o Brasil, que um mover está pra acontecer, que o Brasil é de Jesus: É fácil realizar atos proféticos, difícil é fazer não é mesmo?

 

É por essas e outras que não acredito em milagres! Pelo menos não nos que estão ao nosso alcance, se é que você me entende.

Na busca pela verdade (e menos atos proféticos e mais atitudes)

Bruno

[1]Trecho retirado do livro “o evangelho maltrapilho” (Brennan Manning)

[2]Trecho retirado do livro “Cristianismo puro e simples” (C.S.Lewis)  

Música gospel? Tem coisa boa sim! (Parte 1)

MicrofoneAo longo desses 10 anos como cristão e mais especificamente atuando como músico na igreja nos últimos 7 anos, já ouvi dezenas de bandas do gênero gospel, ou bandas de música cristã, como preferir. Conheci desde bandas que não gostam de receber o rótulo de banda “gospel”, até bandas que não se incomodam com isso, apenas buscam expressar sua fé e suas convicções por meio de suas músicas. Leia mais…

Jesus te ama!

Frase bem conhecida essa que ilustra o título deste artigo não é mesmo? Bem clichê pra ser sincero, aliás a própria palavra clichê perdeu seu sentido no decorrer dos anos: Originalmente ela é um termo de origem francesa usado para nomear um objeto interessante, uma matriz tipográfica que se repetia indefinidamente, era sinônimo de praticidade, uma repetição útil! Mas hoje em dia nada mais é do que uma uma frase preguiçosamente repetida.

Muitas outras frases poderiam entrar nessa descrição, quem nunca ouviu um Jesus te ama não é mesmo? Ou até um “você não vai sair daqui da mesma forma que entrou”, “D-s vai mudar a sua história”, e tantos outros que vocês devem conhecer melhor do que eu…

Bem, minha crítica não vai de encontro as expressões propriamente ditas (o que seria de nós sem o amor incondicional de Jesus não é mesmo? Também creio que D-s muda histórias), mas sim no que se encontra implicito nelas: O comodismo, a conveniência atrelada as repetições, ao instantâneo, ao pronto, reflexo da cultura em que vivemos hoje, que prioriza o prático, a facilidade, uma geração “fast-food”. Isso então me leva a perguntar: Existe algum esforço mental empregado nesses chavões ou eles não se tratan de nada além de que um simples CtrlC + CtrlV? (que nunca usou um desses hein!) Vou até mais além: Boa parte dessas frases são resultado do ambiente evangélico radicalmente antropocentrico (centrado no homem) e pobre muitas vezes em cristocentrismo e teocentrismo (leia as escrituras como um todo e comprove se D-s não se encontra presente em quase tudo, veja se as escrituras que nos foram deixadas são antropocêntricas ou teocentricas).

É triste afirmar, mas muitos de nós por muitas vezes (a começar deste que vos escreve) não buscam se comprometer em conhecer e obedecer o evangelho, e assim não passam de um envolvimento raso, superficial, ralo, liso, e assim nós buscamos diversas vezes apenas comodidade, caímos muitas vezes na armadilha do conformismo, da mesmisse. Todos os cristãos tem algum tipo de envolvimento raso com o evangelho, mas nem todos tem comprometimento. Todos os cristãos desejam um salvador, mas nem todos um Senhor.

Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor! Busquemos obedecer!

Que D-s abençoe ao irmão Gerson Borges com seu texto “cristianismo clichê” e a Jesus e sua parábola do semeador, bem como as notinhas de rodapé da minha surrada biblia de estudos pentecostal da CPAD! Vamos dar crédito a que merece não é mesmo? Pare e reflita! Vamos com um clichê bem legal pra encerrar: Leia bons livros!

Na busca pela verdade, pare e reflita!

Bruno Vilela

Jesus: Senhor ou senhor?

Recentemente, ao ler uma obra de C.S.Lewis, me deparei com um raciocínio bem interessante, sobre o significado da palavra Gentleman.

Na época de Lewis, a palavra Gentleman significava nada mais do que uma pessoa honrada, corajosa, cortês, um adjetivo bastante nobre pelo que podemos enxergar. Porém o significado histórico, a verdadeira serventia dessa palavra era bem mais diferente num passado mais remoto: Gentleman era alguém que exibia um brasão, sendo também um senhor de terras.

Tal palavra não era nem de longe um adjetivo, um elogio,sua utilidade era a de descrever simplesmente um fato, uma posição. O que aconteceu ao longo dos anos? A palavra Gentleman simplesmente perdeu o significado, não se trata mais de uma forma de simplesmente dar uma informação a seu respeito de alguém, mas sim de uma forma de elogiá-lo, sendo que já existem palavras o suficiente a serem usadas para esse fim, dessa forma não precisávamos de mais uma para expressar um elogio.[1]

Diante disto gostaria de deixar-lhes um versículo (Rm. 10:9), sendo que assim dizia Paulo:

” A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. ”

Parafraseando o que disse C.S. Lewis:  A palavra Senhor simplesmente perdeu o significado (pelo menos para muitos que se julgam cristãos, sem querer generalizar é claro), não se trata mais de uma forma de dar uma informação a respeito de alguém, mas sim uma tipo de elogio, sendo que já existem palavras o suficiente que podem ser usadas para esse fim, dessa forma não precisávamos de mais uma para expressar um elogio.

A palavra senhor é um tratamento dado por cortesia a qualquer homem a quem ou de quem se fala ou escreve e que se usa só ou anteposto ao nome: Ex.: Fale, senhor Fulano. Que disse o senhor?, ou até como um título honorífico [2], mas Paulo, ao descrever Jesus como Senhor, tinha em mente algo muito distinto deste significado: A palavra “Senhor” (grego “Kyrios”) significa aquele que tem o poder, o domínio, a autoridade e o direito de mandar. [3]

Aceitar Jesus como sendo Senhor é declarar que ele é igual a Deus (Jo. 20:28; At. 2:36; Hb 1:10;), digno de poder (Ap. 5:12) e, dentre tantas outras coisas as quais devemos reconhecer, é obedecê-lo (Jo. 14:21), nos submentendo a ele, a semelhança da atitude que o próprio Jesus tomou diante do Pai, sendo obediente ao Senhor em forma de homem até a morte, e morte de cruz (Fp. 2:5 ao 11).[3]

Não há como ser salvo sem reconhecer a Jesus como Senhor! Mas o que temos feito dessa palavra? O Senhor Jesus tem tido a relevância que lhe é devida em nossas vidas ou simplesmente perdeu seu significado ao longo dos anos, sendo distorcido ao nosso bel prazer como sendo um garoto de recados, ou até um “abracadabra”, através do qual todos os nossos problemas se dissiparão da noite para o dia? Nossas atitudes, a plenitude de nossa vida, tem confessado que servimos ao Senhor Jesus? Temos obedecido? Temos nos submetido a sua autoridade e poder, ou andado conforme nossa própria concupiscência?

Quem tem sido Jesus pra você: senhor ou Senhor?

Na busca pela verdade
Bruno Vilela

Fontes:

[1] Lewis, C.S.; Cristianismo puro e simples, pg. 6;

[2] Dicionário online Michaelis;

[3] CPAD, Bíblia de estudos pentecostal (Almeida revista e corrigida);

Falte a igreja neste domingo…

julgoTenho nestes anos todos observado que existe um grupo grande de crentes que têm pouca ou nenhuma alegria em viver. A vida é vivida como uma carga a ser levada pela alma. Nada tem graça.Nada é de Deus e não estou falando apenas dos nossos queridos fundamentalistas conservadores ou pentecostais. Falo de pessoas que estão em qualquer denominação e que se culpam por estarem alegres e pensam que a vida sendo vivida com risos e brincadeiras, estará sendo espiritualmente desperdiçada. Um grupo que sente culpa e medo de Deus, caso fique um domingo em casa cumprindo o mandamento do Senhor (“descansar um dia por semana”).

Indivíduos formam grupos e grupos formam igrejas e assim algumas igrejas passam a ser um hospital do qual ninguém recebe alta, nunca! Pessoas chegam doentes e ali permanecem se não doentes, ao menos com a cara daqueles. Jesus veio para os doentes, mas para curá-los, não perpetuá-los. Outros chegam não tão doentes e, passados alguns anos, estão na UTI…

Neste contexto, para tais cristãos o serviço ao Senhor passa a ser pesado, um fardo a ser carregado, debulhando-se em lágrimas. Mas, não deveria ser leve?

Quantas vezes eu já chorei! E penso que muitas outras vezes chorarei pela minha vida, pela de alguém querido ou pela Obra de Deus que não é realizada adequadamente. A vida nos faz sofrer. Ver uma igreja morrendo ou um trabalho sendo destruído nos faz sofrer. Lágrimas, companheira de todos. Entretanto, uma coisa é o sofrimento estar presente, outra é o sofrimento ser parte integrante e indissolúvel da vida da igreja e da vida daqueles que fazem a Obra de Deus.

Já ouvi algumas vezes esposas de pastores, por exemplo, rezando a prece das coitadas: “Ah… Como a gente sofre por ser esposa de pastor… Coitadas de nós, pobres sofredoras…”. Quanto peso, quanta dor, quanto sofrimento… Quanta carga assumida… Neste caso, específico dos cônjuges de vocacionados, percebo que realmente haja um conflito maior dentre elas, uma vez que sofrem uma expectativa anacrônica por parte de algumas igrejas. Ou seja, tais “esposas pastorais”, participantes em um mundo o qual foi conquistada pelas mulheres (independência psicológica, financeira, intelectual e profissional) mas por vezes igrejas fantasiam que a esposa do pastor deva ser uma co-pastora, ou seja, uma profissional que é quase tão responsável quanto ele pelo “sucesso” dos trabalhos e pela manutenção da ordem institucional, entretanto, sem fazer jus a qualquer remuneração.

Se observarmos friamente as escrituras, perceberemos que as esposas dos líderes do antigo e do novo testamento eram em sua maioria figuras inexpressivas ou, no máximo, coadjuvantes e muitas sequer são citadas. Não é adequado impor sobre as esposas dos vocacionados expectativas que vão além de mãe, esposa, e profissional. Quem é o “contratado de Deus ” para a instituição é ele, o vocacionado. Para muitas esposas de vocacionados, a Obra do Senhor converte-se num martírio.

Retornemos ao ponto focal. Muitas pessoas, crentes, honradas, honestas e sinceras diante de Deus, não raro, sentem-se escravizadas pela instituição, pelo horário do culto e pela manutenção física da agenda igreja.

Assim, para muitos, ir à igreja não é um prazer, mas uma obrigação. São, assim, ou possuídas de pavor por não irem ao culto, ou possuídas de sentimento de culpa, a qual não deixa uma pessoa viver emocionalmente saudável. O correto seria ir à igreja porque é bom louvar, mas não por constrangimento. Obrigação, neste caso, é do pastor apenas.

Podemos perceber muitos pastores não colaboram com a saúde mental e emocional de seus liderados, impondo sobre eles excessiva carga com grande dose de exigência, impondo presença em vários trabalhos. Pastores que não têm nada mais o que fazer, além de ser pastor, e pensam que seus membros não trabalham, não possuem família, não merecem descanso e lazer, que não vivem.

O pastor deve ser o primeiro a estimular as famílias a tirarem pequenas férias ou fazerem pequenos passeios fez ou outra: um domingo de pic-nic numa cachoeira: Qual é o ser humano que não necessita disto? Mas domingo? Não, domingo não é o dia do descanso! Aliás, Deus equivocou-se quando instituiu um dia para o descanso, ele errou, deveria ter sim instituído um dia para o “trabalho na igreja”, assim como alguns, sabiamente, têm feito com suas ovelhas.

“_ Que descanse no sábado!
_ Mas pastor, sábado é o dia que tenho para cuidar dos afazeres da casa, consertar o carro, pregar o varal, comprar roupas com meus filhos…
_ Azar, seu mundano.”

Excesso de exigências tira a alegria. Muita carga cansa… Exigências pastorais ou auto – exigências provocam estresse e depressão… O serviço deixa de ser alegria e prazer, mas a obra torna-se pesada e para muitos vira obrigação. Adeus alegria no Senhor!

Meu sonho? Que os pastores passem a estimular as famílias e descansarem ao menos uma vez por mês, separando um domingo para lazer, descanso e comunhão, pois sucesso pastoral não é apenas uma igreja cheia, mas, sobretudo, uma igreja com pessoas emocionalmente saudáveis e que se alegram em estarem ali, cultuando espontaneamente.

Dar liberdade aos cristãos funciona? Bem, se Deus e Jesus fez assim, eu cri que funcionasse e assim tenho dirigido meu rebanho. Um rebanho que não existia a quatro anos atrás. De zero, hoje somos 80 membros, ativos, felizes e espontaneamente trabalhadores, sem pressão eclesial… Ovelhas que geram ovelhas, naturalmente, crescendo, como qualquer corpo saudável cresce…

Sim, Paulo está certo: “…foi para a liberdade que Cristo vos libertou”.
Sim, os religiosos estão errados, “…pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los…”

por Luciano Maia (link original aqui)

Na busca pela verdade.

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