Os que buscam a Verdade

Busquem e encontrarão.

Qual o sentido da vida?

C.S.Lewis assim escreveu: “Nenhum homem sabe realmente o quanto é mau até se esforçar muito para ser bom.” Milhares de anos se passaram, diversas cosmovisões, sistemas políticos, filosofias, religiões, inúmeras tentativas foram feitas, mas a humanidade ainda sofre com a miséria, a fome, injustiça, corrupção e tantos outros problemas que não preciso enumerar… até quando colocaremos nossas esperanças sobre discursos de outros homens, tão falhos quanto nós? Até quando residirá em nós a falsa esperança de que as coisas caminham rumo a perfeição, que nossos descendentes verão um país justo, sustentável, livre de corrupção? Até quando será mantida viva a ilusão de o paraíso pode ser aqui, de que o melhor de Deus já chegou? Bem gostaria de acreditar no discurso do salmista, que dizia que os malfeitores seriam ceifados em breve assim como a erva (Sl. 37), mas as vezes parece difícil crer…

E como se não bastasse sermos injustiçados também injustiçamos: Cobiçamos, mentimos, vivemos indiferentes ao sofrimento alheio, somos por diversas vezes mesquinhos, arrogantes, egoístas, avarentos, e ainda assim fazemos questão de apontar o dedo impiedosamente sem reconhecer nossas próprias falhas, e assim o mundo definha, e assim caminhamos, estando cada dia mais próximos do nosso fim…
A humanidade deu muitas voltas, busca até hoje um sentido diante de todas estas coisas pra viver: O Humanismo, o Niilismo, Naturalismo, e tantos outros ismos buscam dar as respostas, mas enquanto não reconhecermos que ser perfeito é impossível, enquanto não nos desesperarmos diante de nossa incapacidade e abrirmos mão de nosso orgulho, a história se repetirá, o pó é o que nos aguarda e, com seu frêmito impetuoso, a morte continuará ceifando a vida de gente desesperançada, pessoas frustradas por tudo que deixaram de fazer, sofrendo em silêncio ante o que consideram o fim, sem jamais ver um mundo perfeito que tensionavam construir ou ao menos ver, sem fome, sem miséria, pacífico, justo…
Há muito tempo já sabia o pregador (Ec. 12:8) “Vaidade de vaidades” (ou “tudo sem sentido! Sem sentido! “). Tudo é vaidade, tudo nessa vida passa, e o ciclo sempre vai se repetir, queiramos ou não.
Feliz é aquele que enxerga isso a tempo e ouve um homem que, após possuir todo tipo de glórias, ter aos seus pés as mais belas mulheres que se pode imaginar, gozar de sabedoria inimaginável e possuir todo tipo de riquezas, chegou a seguinte conclusão no fim de sua vida:

“De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem.”
Eclesiastes 12:13

Bruno

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Por que a ciência ainda não matou Deus?

De acordo com G.K. Chesterton, nenhum filósofo nega o mistério associado a duas grandes transições: A origem do universo e a origem da vida. A maioria deles faz questão de incluir um terceiro: A origem do homem. 

O livro em que encontram-se tais afirmações chama-se “The everlasting man” (algo como “O homem eterno”), e apesar de escrito em 1925, sua leitura do evolucionismo é mais atual do que nunca: Noventa anos se passaram e até hoje os 3 grandes mistérios continuam de pé! Até hoje a ciência busca provas, elabora teorias, mas ainda não conseguiu esclarecer nenhum destes 3 mistérios por completo.
A bíblia afirma que fomos criados “à imagem de Deus” (Gênesis 1.27), mas o que seria essa tal imagem? Segundo o famoso e prestigiado teológo Dr. John Stott (autor de mais de 40 livros e indicado pela revista Time como uma das pessoas mais influentes do mundo), “se observarmos esta expressão tanto no contexto imediato de Gênesis quanto na perspectiva mais abrangente das escrituras, parece ficar claro que ela se refere a todas aquelas qualidades ou capacidades humanas que nos diferenciam dos animais e nos aproximam de Deus.”
Sendo assim quais seriam estas qualidades? Stott aponta que somos seres racionais (temos consciência de nós mesmos, de nossa existência), seres morais (uma consciência que nos conclama a fazer o que é certo – C.S.Lewis em sua obra Cristianismo puro e simples disserta sobre essa qualidade com maestria), somos também criativos (capazes de apreciar o que é belo aos olhos e ouvidos), seres sociais (capazes de estabelecer com outros seres humanos relações sinceras de amor) e por último temos uma capacidade espiritual que nos faz sentir fome de Deus.

Sintetizando: somos os únicos seres capazes de pensar, escolher, criar, amar e adorar. Agora me responda: Ao nos depararmos com todas estas caraterísticas, podemos dizer que existe um único ser vivo comparável ao homem?
Voltemos a Chesterton, que endossa este coro, afirmando que a evolução no fim das contas não explica o que é mais espantoso no ser humano. “O homem não é somente uma evolução; ele é uma revolução. Quanto mais olhamos o homem como um animal, menos ele aparenta ser animal. O homem difere dos animas em espécie e não em grau.”

Posto tudo isso, encerro essa breve reflexão com algumas perguntas: Temos motivos para nos sentir inquietos? Faz sentido dizer que o homem foi criado a imagem de Deus? Temos razões para ter fé?

OBS: Recomendo fortemente a leitura do artigo listado logo abaixo, o qual é bem melhor do que o meu e vai lhe esclarecer mais ainda (Revista ultimato, por Paul Freston).

Fontes:

A Bíblia toda, o ano todo; Meditações diárias de Gênesis a Apocalipse / John Stott ; tradução: Jorge Camargo. – Viçosa, MG ; Ultimato, 2007.
Link: < http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/345/ciencia-e-fe-saber-escolher-as-batalhas-certas&gt; Acesso em 27/02 as 16:43;
Pra quem quiser saber mais sobre os dois paradigmas da origem da vida: <http://biologiaevolutiva.blogspot.com.br/2007/07/os-dois-paradigmas-sobre-origem-da-vida.html&gt;
O homem eterno / G.K. Chesteron ; Editora Mundo Cristão.

 

Na busca pela verdade… Bruno Vilela

A minha verdade não é a sua

“Todos nós temos uma tendência a pensar que o mundo deve estar de acordo com os nossos preconceitos. A visão oposta envolve algum esforço de pensamento, e a maioria das pessoas iria morrer antes de pensar – na verdade, é o que fazem.”

Bertrand Russel, matemático e filósofo ateu

Já ouvi (não lembro ao certo onde) uma frase que vem bem a calhar: Uma passagem lida fora de contexto vira pretexto para se pregar todo tipo de heresia. É bem o que acontece hoje em dia: O anafalbetismo social tão arraigado na cultura brasileira, a hipocrisia, a soberba teológica, a ganância, diversos são os motivos pelos quais absurdos ainda são pregados nos púlpitos
Recentemente li um post [1]no qual uma irmã de trejeitos bem pentecostais – nada contra os pentecostais, a descrição serve pra você entender o contexto – é criticada por conta de sua pregação numa vigília, que de pregação não tinha nada: O discurso era vazio, repleto de jargões como D-s vai falar com você, sinta ai a presença de D-s, entretanto sem conteúdo bíblico, sem discurso, sem leitura, só danças, gritos, profecias, e por ai vai…
O mais interessante foram os comentários, sendo que o primeiro dizia o seguinte…

” Nasci em um berço Cristão , já vi muitas coisas no meio evangélico , seja ele pentecostal , néo pentecostal , tradicional , enfim , não posso afirmar 100 por cento que isto é errado , também não posso afirmar que é certo , quem lê bíblia sabe que Davi quebrou o protocolo e dançou semi nú , que Isaías andava pelas cidades pregando nú , e isso pra mim , pra você , pro pessoal da época era um escândalo … não sou adepto do reteté , sempre fui muito centrado nos cultos , nas orações … Mas eu tive uma experiência com Deus que marcou minha vida , e por este motivo quem sou eu pra falar de alguma vertente protestante seja ela qual for …”

Realmente, quem somos nós pra afirmar que isso é errado ou certo? Não temos direito algum! E é por isso que Deus nos deixou as escrituras: A palavra julga nosso comportamento como sendo certo ou errado, ela define nossas regras de conduta, nos serve como um farol, não nos deixando andar ao léu.

Tão interessante quanto o comentário defendendo a pregação da moça foi a resposta:

” Lucas a propria biblia fala que as mulheres estejam calada nas igrejas . isso é anti biblico…”
Não bastasse a defesa fora de contexto, ainda por cima temos uma crítica fora de contexto!
Ai você me pergunta: Como sabe que ambos estão errados? Em primeiro lugar posto um comentário bem sensato disponível no próprio site, em resposta a tal quebra de protocolo de Davi:

” Uma coisa era a manifestação em festas de cunho cívico outra coisa eram as exigências para o culto no templo. Não há relatos de dança, euforia ou qualquer outra manifestação na liturgia no templo. A única coisa que Crônicas relatam eram os oficiais da música, os regentes, cantores e instrumentistas, todo o restante era idêntico a forma de culto mosaico exigidos por Deus em Exodo e Levítico. “
Já com relação ao comentário dizendo que “as mulheres não devem falar na igreja”, tomemos um trecho de artigo publicado pelo Dr. Augustus Nicodemus em seu blog pessoal:

” […] o comportamento inadequado das mulheres das igrejas de Corinto e de Éfeso, às quais Paulo escreveu determinando que ficassem caladas na Igreja, foi um momento histórico definido […]”[2]
O que já coloca por terra o segundo argumento, posto o contexto histórico e as pessoas as quais Paulo endereçava a carta.

O triste é que muita gente despreparada domina pulpitos por todo o país, pregando conforme sua própria visão de mundo, atropelando todos os preceitos de uma teologia sã e pregando segundo seus próprios preconceitos e experiências! Se continuarmos assim, a bíblia afinal servirá de que? Peso de papel? Sinceramente fico com um pé atrás quando amigos meus defendem que o pastorado pode ser exercido sem necessidade de um curso de teologia, dizendo que nos tempos do novo testamento a teologia não existia e ainda assim pessoas eram chamadas por Deus… sinceramente, com todos os recursos que temos hoje em nosso país, um aspirante ao pastorado dizer que não pode ao menos fazer um curso de teologia básica é um desculpa bem esfarrapada…
” Estudiosos do nosso tempo têm o denominado de pós-modernidade. […] Uma das características mais marcantes da pós-modernidade é o rompimento com o que poderíamos chamar de universal ou geral, em prol do particular ou individual.[3] E ai, notou algo em comum com o título de nosso artigo?
Se temos fé que a bíblia é a palavra inerrante do Deus vivo, temos onde buscar respostas, temos por onde nos pautar! Busquemos entendimento. ” E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada.” (Tg 1:5) “Se buscares a sabedoria como a prata, e a procurares diligentemente como a tesouros escondidos. Então entenderás o temor de Jeová, e acharás o conhecimento de Deus. Pois Jeová é quem dá a sabedoria, da sua boca procedem o conhecimento e o entendimento. Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos. É escudo para os que andam em integridade. Para guardar as veredas do juízo, e preservar o caminho dos seus santos. Então entenderás a justiça, o juízo e a eqüidade, todas as boas veredas. Pois a sabedoria entrará no teu coração, E a ciência agradará à tua alma. A discrição te protegerá, e o discernimento te guardará.” (Pv 2:4-11)
Não basta ler, devemos entender as escrituras, pois só assim não seremos enganados e seremos fiéis as escrituras. Só assim conheceremos a verdade, só assim ela nos libertará.

 

[1]  http://www.pulpitocristao.com/2014/02/missionaria-leandra-da-mocoto-e-manda.html#.Uv13lHqP6IU

[2]  http://ultimato.com.br/sites/estudos-biblicos/assunto/igreja/o-relativismo-pos-moderno/

[3]  http://tempora-mores.blogspot.com.br/2014/01/respostas-argumentos-usados-em-favor-da.html

O lar dos sonhos

Um lar onde todos parecem ter a vida que sempre sonharam: A irmã caçula é mimada, tem do bom e do melhor, roupas de marca, estuda numa boa escola… o marido é executivo, ganha bem, tem uma vida financeiramente estável… a esposa tem muitas regalias, frequenta a academia regularmente e tem todas as condições de se cuidar, pois é bem sustentada pelo marido, não precisa trabalhar… o filho mais velho é um estudante do colegial, e mais do que isso: É um atleta de sucesso, repleto de troféus, todos na escola o conhecem e admiram…

Esta parece ser a descrição do lar dos sonhos de qualquer um, não é mesmo? Quem não gostaria de ter uma família destas?

Bem, a música abaixo diz que um lar assim não é o que parece…

Pense, reflita, tire suas próprias conclusões:

House of their dreams – Casting Crowns (Thrive – 2014)

Um escritório de canto era o seu sonho

Porém hoje mais parece uma prisão

Em algum lugar na hierarquia da corporação

Ele deixou de ser um guerreiro a muito tempo atrás

Hoje ele é somente um trabalhador de rotina

A qual rouba seus anos e entorpece sua mente

Suas forças se esvaem, seus sonhos se foram

Essa não era a vida que ele tinha em mente

Ela finge estar acordada porque ele não dorme

Mas encara a janela que mentirosamente lhe diz

Que a grama do vizinho é mais verde

Então ela vai ao ginásio e luta contra os anos

Buscando rejuvenescer e acalmar seus medos

De que ele jamais será o bastante pra ele

E ao mesmo tempo um jovem rapaz chama sua atenção

Presos em seus próprios mundos, com suas próprias guerras

Com seus celulares ligados e portas fechadas

É irônico como este lar parece ser tão quieto e pacífico

Juntos, porém sozinhos

Na casa dos seus sonhos

A caçula, uma princesinha de dezesseis anos de idade

Perdida em algum lugar em meio ao seu playground

E sua nova paixão é aguardar o lançamento de sua roupa de grife

O quarto do irmão mais velho brilha com troféus que enaltecem seu nome

Porém ele trocaria toda a fama que ganhou no colegial

Por uma tarde qualquer com seu herói [pai] no quintal novamente

Presos em seus próprios mundos, com suas próprias guerras

Com seus celulares ligados e portas fechadas

É irônico como este lar parece ser tão quieto e pacífico

Juntos, porém sozinhos

Na casa dos seus sonhos

Agora todos eles (a família) estão prontos no final do dia de domingo

Sentados assim como todos os outros

Entoando as canções de paz e descanso, paz que de graça concede

E então os filhos olham em direção ao pai que está de pé

Ele pega sua mulher com mãos trêmulas

O filho se ajoelha ao lado do pai e ao mesmo tempo a princesinha

encara sua mãe nos olhos

As lágrimas rolam enquanto o pai ora

Estamos aprisionados em nossos próprios mundos, em nossas

próprias guerras

Com nossos celulares e portas fechadas

Deus, só você pode salvar esse lar

E sobre esta rocha, nós construímos

Sobre esta rocha, nós construiremos

O lar dos nossos sonhos

https://www.castingcrowns.com/music/lyrics/house-their-dreams

O que podemos aprender com o canal porta dos fundos?

Raiva, revolta, desprezo, até mesmo risadas, por que não? O que o especial de natal do canal porta dos fundos provocou em você? Qual deve ser a reação de um cristão ante tais vídeos? Lembro-me de uma situação parecida com esta (não lembro ao certo se o vídeo era deles, mas recordo que também era em tom de deboche) em que uma mulher postou um comentário desafiando o canal: “Queria ver se vocês morassem no oriente médio, teriam coragem de fazer chacota da mesma forma dos muçulmanos?”. Já deu pra perceber a intenção dela (uma irmã aliás) não é mesmo? E escrevo isto, pois creio que ela não foi a única a se sentir assim.

É verdade que existem criaturas de Deus e filhos de Deus, entretanto um erro da parte de muitos cristãos é achar que Ele ama mais os filhos do que as criaturas: De maneira alguma! Deus anseia pela salvação até mesmo daqueles que debocham dele, o próprio Jesus pediu ao Pai que perdoasse seus algozes, inclusive aqueles que zombavam dele, dizendo-o “desça daí se for mesmo o filho de Deus!”. Se até mesmo Jesus perdoou invés de amaldiçoar, quanto mais nós! Quem somos nós para sentenciar pessoas dizendo: “vocês vão pro inferno”, “vão prestar contas com Deus”, e tantas outras condenações, sendo que muitas delas são verdadeiras, mas a intenção por trás dessas palavras é maldosa, distorcida, repleta de ressentimento! A Deus pertence o juízo por isso não cabe a nós pronunciar sentença alguma contra eles: Quem me garante que nos últimos momentos de vida um incrédulo convicto não mudará de ideia? É ameaçando que trazemos pessoas para o âmbito cristão? Não creio.

Nosso dever é dar a outra face, é andar a outra milha, é proclamar a graça de Deus até mesmo ao mais voraz cético ou zombador, na esperança de que Deus tenha misericórdia: Devemos apontar o erro sim, mas tendo consciência que não somos melhores do que eles ao fazê-lo, pois somos tão pecadores quando eles e salvos tão somente pela graça divina, um favor não merecido. Devemos demonstrar compaixão e graça e não combater o preconceito com preconceito, como bem dito pela ex-senadora e irmã em Cristo Marina Silva, pois nossa luta não é contra pessoas (a carne ou o sangue), mas contra o pecado (os principados e potestades que incitam as pessoas ao erro).

Que nós possamos olhar com misericórdia, compaixão, amor para esse tipo de gente, sempre sabendo que somos tão pecadores quanto eles e não somos melhores do que todas essas pessoas que frequentam os pancadões, casas noturnas, escarnecem de Deus, e tantos outros, mas nossa diferença é que conhecemos algo chamado graça, o favor não merecido de Deus, e que devemos compartilhá-la pois um dia nós já estivemos no lugar deles.

Não prego graça sem juízo, mas amemos primeiro, tenhamos graça primeiro, e certezas depois, não o contrário. Termino com a frase de uma missionária chamada Bráulia Ribeiro, exposta em seu livro intitulado “Tem alguém ai em cima?”:

 

“ Começamos a ser fundamentalistas quando nossas ideias se tornam mais preciosas pra nós do que pessoas. A vida humana passa a ter valor secundário e as formulações da fé, o valor central na nossa cosmovisão. Qualquer ideal elevado assim cedo ou tarde vai justificar o sofrimento de pessoas.”

 

Na busca pela verdade, Bruno Vilela

Arranque um olho em 2014

Texto escrito em 2012 mas que sem dúvida vale também para 2014.

http://www.waltermcalister.com.br/site/arranque-um-olho-em-2013/

Um feliz 2014 a todos os leitores do blog! Novas publicações em breve, aguardem…

 

A revolta dos acomodados

Caso Isabela Nardoni, caso Richthofen, caso Marcos Kitano (ou caso Yoki), e mais recentemente o caso do menino Joaquim. O Furacão Katrina, o último grande terremoto que assolou o Haiti, o tsunami japonês. O que toda essa variedade de fatos tem em comum?

Todos os acontecimentos citados chamaram (e muito) a atenção das pessoas, em parte pela raridade dos acontecimentos, já que tragédias como estas não ocorrem todos os dias. Mas o fato para o qual atento é o seguinte: Depois de toda a comoção popular, com o passar das reportagens, discussões acaloradas e afins, o que foi gerado de efetivamente útil?

O que me incomoda é o seguinte: A curto prazo são inúmeras as iniciativas para prover assistência as vítimas (o que é ótimo), mas com o decorrer do tempo eles caem no esquecimento: Na África, América Latina e no Haiti muitos morrem na mesma proporção ou até em quantidades maiores de que em catástrofes naturais como as citadas acima, a diferença é que tal situação mais se assemelha a uma hemorragia lenta, e por conta disso não chamam tanta atenção quanto um incidente de menores proporções em um país desenvolvido (o qual não deixa de ser triste, mas que acaba tornando-se prioridade frente a fatos alarmantes como estes, que passam desapercebidos pela maioria das pessoas).

Meu incômodo não para por ai, pois também me entristeço não só com os desastres naturais, mas também com as manchetes policiais e tudo que eles mostram. Estes crimes sempre geram revolta na maioria das pessoas que as testemunham, porém esta é uma revolta que acaba não gerando mudanças, uma indignação falsa que só serve para satisfazer o senso de justiça dos expectadores, a qual não gera mudanças concretas para o nosso cotidiano. Me responda uma pergunta: Quem precisa de mobilização popular pra ser preso, as “celebridades dos programas policiais” ou os políticos corruptos? Apesar de toda a indignação que estes crimes geram (e com motivos), diariamente muita gente morre ou passa a vida sofrendo por conta de doenças que não matam mas muito fazem sofrer, as quais são resultado da omissão não só das autoridades, mas também das massas que não se importam! São poucos os que se dispõem a cobrar as autoridades,e são poucos os que se dispõem a arregaçar as mangas e tomar uma iniciativa, até mesmo de um mero gesto de colaboração financeira muitos se abstém! Criticar e condenar os assassinos celebridade sem tirar o traseiro do sofá é relativamente simples: basta bater a mão na mesa, destilar discursos inflamados, despertar aquele senso adormecido de justiça, posar de dono da razão, julgar-se inocente e puro ao se comparar com esse tipo de gente, e a vida segue…

Ao passo de que nos revoltamos com o que aconteceu com o menino Joaquim, a menina Isabela, a família Richtofen (o que não é errado), e tantos outros, não nos mobilizamos em favor de muitos anônimos, os quais agonizam e morrem todos os dias, sucumbindo diante da criminalidade, da pobreza, da injustiça, as quais e existem e(ou) são potencializadas graças a falta de oportunidades, a desigualdade e tantas outras condições degradantes que são fruto da omissão de governantes que permanecem impunes não só por causa da legislação frouxa ou da corrupção sistêmica que domina o planalto central (da qual fazemos questão de falar e frisamos sempre), mas também resultam de nossa omissão, pois ao mesmo tempo em que muitos batem no peito orgulhosos afirmando que “odeiam a política”, que “abominam a corrupção”, que “são diferentes dessa corja”, não enxergam que a corrupção também é fruto de sua própria inoperância, do seu egoísmo, da sua omissão.

E com uma condescendência criminosa convivemos com todos esses problemas sem ao menos nos importar nem que seja o mínimo com esse tipo de gente, e a indiferença reina junto a hipocrisia.

 

 

“E o que assinala e caracteriza os servos do Diabo, neste nosso inquieto mundo, não é especificamente a maldade: é a indiferença.”

 

Mário Quintana

 

“Deixar-se entorpecer nos processos lentos, que destroem vidas, consegue ser ainda mais cruel do que o mal perpetrado.”

 

Ricardo Gondim

 

Minha intenção com esse texto não foi a de condenar, mas sim alertar para duas coisas: A primeira é: Ainda que seja em pequenas proporções, podemos ser propagadores da bondade, do amor e da justiça, pra que aos poucos todo o mal sistêmico perpetrado no mundo seja atenuado, persistindo na esperança de que algum dia a soma de todos os bons gestos (por mais pequenos que sejam) façam a diferença. E a segunda e mais importante: Deixar claro que não há nenhum justo sobre a face da terra, e que carecemos de salvação tanto quanto um haitiano vítima da cólera ou um somaliano vítima da guerra civil. Querendo ou não a indiferença, a hipocrisia e o egoísmo (dentre tantas outras coisas) são males que residem em todo o ser humano.

Ninguém é perfeito, e reconhecer isso é o primeiro passo para encontrar salvação. Isso vale pra todo e qualquer ser humano.

 

Na busca pela verdade

O segredo de uma vida bem sucedida

É incutida em muitos de nós (pelo menos em mim foi) desde criança a ideia de que se nos esforçarmos, se persistirmos o suficiente, se trabalharmos duro, cedo ou tarde alcançaremos nossos sonhos, nossos objetivos, seremos no fim das contas bem-sucedidos, felizes! Será mesmo? A noção de ser “bem-sucedido” é muito subjetiva, em outras palavras varia muito de pessoa para pessoa: Uma pode considerar ter muito dinheiro, outra já associa o sucesso ao poder, ocupar posições de destaque, ser presidente de uma empresa, ou quem sabe enxerga a felicidade em vender miçangas na praia.

 

Afinal o que é ser bem sucedido para um cristão?

 

No mundo capitalista e materialista em que vivemos não são poucas as pessoas atribuem o valor de um ser humano as suas posses, dizendo que o dinheiro traz felicidade, que ser bem-sucedido é ter “bala na agulha”, e o triste é que isso tem adentrado até mesmo as igrejas, as quais não deveriam comungar deste mesmo pensamento. Ao contrário do que muita gente prega, ter muitas posses não é sinal da aprovação divina: o fato de encontrar-me doente ou estar desempregado a um tempo não são indícios de que estou em pecado ou me falta fé! Pobreza não é sinal de condenação meu colega, simples assim! “Fomos chamados para ser cabeça e não cauda!” uns bradam, e em consonância outros dizem “você nasceu pra vencer!”, ou logo após uma pregação pra lá de tendenciosa (onde a vitória é associada ao carro zero, a casa nova, a cura de uma enfermidade, e por ai vai) outros dizem que “a vitória é sua em nome de Jesus”, Jesus que aliás muitas vezes não tem é nada a ver com as tais aquisições: Quer ter dinheiro? Vai trabalhar irmão! Não precisa ir na igreja pra ter dinheiro!

Ser bem-sucedido para um cristão se resume numa breve frase dirigida por Deus a igreja de Esmirna (Ap. 2:10)

 

“ … Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida. “

 

Ser bem-sucedido não é nada mais nada menos do que ser fiel até o fim, simples assim.

 

É normal não ser feliz todo dia! É normal sofrer, e até mesmo uma criança sabe que nossa vida é repleta de altos e baixos! Não viva utopias meu irmão, somos condicionados por muitos pseudo pregadores que ser cristãos é um mar de rosas! Tudo é vitória, tudo é benção, lá no fim a gente vai saber o por que de todo o sofrimento que passamos… me responda algo: Jó morreu sabendo o por que de todo o seu sofrimento? Leia todo o seu livro e você verá que não! É normal morrer sem ter todas as respostas! Se foi assim até mesmo com Jó que era um homem íntegro, reto e temente a Deus, esperaria eu algo diferente da parte de Deus? Gente que prega que o melhor de Deus se vive nessa vida está completamente enganado! Nem sempre nos deparamos com um final feliz (leia hebreus 11 e você verá o que estou falando). Enquanto vivermos estaremos sujeitos a doenças, desilusões, injustiças, lutas e mais lutas intermináveis que só findarão quando nossa vida cessar, por isso lhe digo: Viva tendo em vista a eternidade, e não apoiado em ilusões como bens terrenos que se perdem por qualquer desventura, sujeitos a traça, a ferrugem, ao roubo, fadados a um fim! Me espelho nas palavras de Lutero, o qual lembra-nos de que “esta vida, portanto, não é justiça, mas crescimento em justiça. Não é saúde, mas cura. Não é ser, mas se tornar. Não é descansar, mas exercitar. Ainda não somos o que seremos, mas estamos crescendo nesta direção. O processo ainda não está terminado, mas vai prosseguindo. Não é o final, mas é a estrada. Todas as coisas ainda não brilham em glória, mas todas as coisas vão sendo purificadas”.[1]

 

Posto todas estas coisas, finalmente posso dizer a você como ter uma vida bem-sucedida: Não é ser feliz todo dia, não é ter uma conta bancária polpuda e nem ao menos ser famoso… o segredo é: ser fiel. Simples assim, uma frase tão curta mas que implica em tantas coisas que jamais sequer pensamos em sonhar…

Na busca pela verdade

Informativo: Os posts lidando com o problema do mal voltam ano que vem.


[1]
BOISVERT, Robin; MAHANEY, C. From “Glory to Glory: Biblical Hope for Lasting Change”. Anaheim: People of Destiny International, 1993. Retirado do artigo da revista ultimato:

 

Disponível em: <http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/344/aleluia-a-noiva-esta-sendo-preparada>

O livre arbítrio e suas consequências

Conforme expliquei no último artigo, aparentemente o pecado (o mal que realizamos, diferente do sofrimento) só é possível porque possuímos livre arbítrio, e se Deus é o onipotente criador, foi Ele quem nos deu o livre arbítrio, e consequentemente seria ele o culpado do pecado existir. Deus é mau ou não é onipotente, pois ele nos concedeu liberdade sabendo que faríamos mau uso dela. Afinal essa afirmação está correta?

Antes de responder a essa pergunta gostaria de definir o que é o livre arbítrio, e para que a definição seja clara, é bem útil abordar a teoria filosófica que o nega: o determinismo (aplicado aos seres humanos especificamente). O que o determinismo afirma (de forma resumida) é o seguinte: O ato humano é condicionado por dois fatores, os quais são o ambiente e a hereditariedade. A posição que defendo aqui é que o ato humano é definido não só pelo ambiente e a hereditariedade, mas também pelo livre arbítrio.

 

Hereditariedade + Ambiente + Livre arbítrio = Ato humano

 

Como afirma Kreeft, a hereditariedade e o ambiente condicionam nossos atos, mas não os determinam, da mesma maneira que as tintas e a tela condicionam uma pintura, mas não a determinam. Elas são as causas necessárias, mas não suficientes para os atos e escolhas livres do artista.

Dada a definição do livre arbítrio, a pergunta feita no início é melhor compreendida, porém gostaria de fazer outra pergunta antes de responder a primeira: Afinal ainda seríamos seres humanos mesmo sem livre arbítrio?

A resposta é não, pois o livre arbítrio é algo implícito em nossa natureza humana, sendo que diferentemente dos animais (que sentem amor ao invés de afeição e agem por instinto e não guiados por um código de conduta), os seres humanos sentem amor, o qual procede apenas de quem possui livre arbítrio. Sendo assim dissociados do livre arbítrio não poderíamos ser classificados como seres humanos, mas sim como animais.

Afinal Deus criou um mundo em que seres humanos sem pecado e a liberdade coexistem? Sem dúvida! Gênesis nos afirma isso, entretanto neste mundo onde a falta de pecado pode existir é necessariamente um mundo no qual o pecado também é possível. E se existem criaturas com livre arbítrio, elas podem decidir se tornam o pecado uma realidade ou não.

Um mundo sem liberdade humana seria o mesmo que um mundo sem humanos, sem ódio, e também um mundo sem o amor, o qual encontra-se presente nos dois maiores mandamentos da bíblia, os quais são (Mt. 22: 37 ao 40):

 

Respondeu Jesus: ‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’.Este é o primeiro e maior mandamento.E o segundo é semelhante a ele: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’.Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas. “

 

A conclusão é esta: Apesar de sua onipotência, Deus permite o mal espiritual (o pecado) para que nosso livre arbítrio seja preservado: Mas por que preservar o livre arbítrio? Por que tolerá-lo sendo ele a causa de tantas tragédias, tanto mal, tanto ódio e dissenções, desastres, assassinatos, barbáries e coisas horrendas de toda sorte? A resposta reside na maior virtude que existe no mundo, um sentimento desinteressado e que é capaz de transpor barreiras outrora intransponíveis a quaisquer outros recursos que são levantadas em nossos corações, um sentimento que nos torna capazes de revelar coisas que jamais nos imaginaríamos dizendo a alguém, a fazer coisas que jamais imaginaríamos: Este sentimento é o amor,mas não um amor que não é movido por interesses, não é uma paixão desenfreada e nem mesmo retribuição por algum bem recebido, mas sim aquele amor chamado por Jesus de amor ágape, um amor desinteressado e incondicional, o qual não vislumbro existir dissociado do livre arbítrio.

Você pode me perguntar: Mas sendo Deus onipotente (a bíblia afirma isso inclusive) Ele não poderia criar um mundo com amor e ao mesmo tempo sem livre arbítrio? A resposta é não, pois um mundo no qual os dois não coexistem seria contraditório! Não faria sentido falar em amor se não houvesse livre arbítrio.

 

Desta última afirmação surge um novo assunto que será abordado num futuro post, o qual falará acerca da onipotência de Deus, pois afinal se ele é onipotente e ainda assim não pode fazer com que o amor exista sem o livre arbítrio, estaria a bíblia mentindo ao dizer que Deus é onipotente?

 

E assim finalizo este post, na busca pela verdade

 

Bruno Vilela

 

 

Gostaria de lhe dar uma última palavra: Caso as respostas não lhe convençam, caso tudo o que lhe foi dito até hoje (ou o seja no futuro) pareça incompreensível aos seus ouvidos, resta ainda uma última resposta a todos os questionamentos que o sofrimento e o pecado suscitam em nós, uma resposta a todo o mal que consideramos desnecessário e excessivo (como 6 milhões de judeus mortos no holocausto, pois mesmo que esta atrocidade tenha encontrado ou um dia encontre algo que justifique sua existência, 6 milhões de pessoas não é muito?), uma resposta que se resume a uma palavra: Fé.

Pois como afirmam Kreeft e Tacelli: “ Mas, deve-se considerar que, se a sabedoria de Deus é infinitamente maior do que a nossa, não podemos compreender todos os seus caminhos. Essa foi a única resposta que recebeu, e ele se deu por satisfeito, […] ”

KREEFT, Peter; TACELLI, Ronald K. Manual de defesa da fé. 1 ed. Rio de janeiro: Editora Central gospel, 2008.

Mal: O que ele é e qual a sua origem?

A grande descoberta de Agostinho (em Confissões) foi a de que o mal não é um ser: sendo assim Deus não o criou. Apesar dessa descoberta, o mal também não é algo subjetivo, pois existe, é visível aos nossos olhos. Segundo Kreeft, o mal também não é uma coisa, pois coisas não são malignas em si próprias (uma faca por exemplo pode ser um utensílio doméstico ou uma arma dependendo da forma que for utilizada), sendo assim o mal está na vontade, na escolha, na intenção, na ação da alma, que traz uma ordem errada para o mundo físico por meio de ações nocivas aos seres e as coisas. Agostinho definiu o mal como uma vontade desordenada, um amor desordenado. Seria uma inconformidade entre nossa vontade e a vontade de Deus: Não foi ele quem criou o mal, mas nós o fizemos, e essa é a mensagem presente no início de Gênesis, é disso que trata a queda.

Diretamente ligada a queda encontra-se a doutrina do pecado original: é ela que explica a origem da imperfeição humana, do sofrimento e da existência do mal através da queda. A partir do momento em que Eva e Adão sucumbiram a tentação, rejeitaram o amor e a obediência devida a Deus, abriram as portas para a entrada do mal, da morte física e espiritual e todas as suas consequências. Como eles são os progenitores da humanidade, consequentemente toda a humanidade herdou o pecado. Se observarmos bem, não é tão difícil deduzir que o pecado tem caráter hereditário, pois a partir do momento em que diferentes gerações de indivíduos convivem entre si, os pecados dos pais afetarão os filhos e os netos.

Também é importante distinguir o mal moral do fisico, o mal que realizamos e o que sofremos passivamente, o pecado do sofrimento. O pecado tem origem no livre-arbítrio humano, mas e o sofrimento? Deus afinal seria o culpado de criá-lo? A resposta é não, e Gênesis 3 a fornece, afirmando que o sofrimento foi gerado pelo nosso próprio pecado: Sem explicar como, a Bíblia nos diz que os espinhos e abrolhos, o suor do rosto (o cansaço, o enfado) e as dores de parto são resultado de nosso pecado: Da mesma maneira em que a alma se torna alienada de Deus por causa do pecado, o mesmo acontece com o corpo, e ele acaba experimentando dor e morte como consequências inevitáveis dele.

No próximo post falarei acerca da aparente contradição advinda do livre-arbítrio: Afinal por que Deus nos deu o livre arbítrio? Se o mal remonta a liberdade humana, por que Deus nos deu liberdade afinal de contas?

 

O que já podemos concluir é uma coisa: A mesma bíblia que diz que o homem separou-se de Deus e nos diz como o mal surgiu também nos dá a solução: é através de Cristo que Deus nos purifica do mal, nos leva a perfeição e nos livrará um dia do sofrimento! Se permanecermos abraçados a nossa natureza caída nosso destino é a morte eterna, porém se aceitarmos o fato de que Jesus foi dado como um sacrifício vivo, que sendo inocente morreu em nosso lugar (pecadores) para satisfazer a justiça requerida por Deus, para satisfazer a ira divina suscitada por todas as nossas transgressões, pois Deus é justo!

Jesus Cristo é a resposta que Ele deu a humanidade, Ele é quem pode nos libertar desta natureza caída: Entregue-se nos braços daquele que é “o caminho, a verdade e a vida”, aliás essa é a tal verdade que os escritores desse blog buscam: E você? Se ainda não tomou uma decisão, experimente reconhecer seus pecados e aceitar Jesus como seu legítimo salvador, eu garanto que sua vida não mais será a mesma.

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