Os que buscam a Verdade

Busquem e encontrarão.

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O coração do artista – Capitulo 2: Serviço versus estrelato

“O desejo de sermos servidos é abraçado com muito mais facilidade do que o de servir.”

“Como artistas nós muitas vezes somos egoístas e egocêntricos. Gostamos da atenção que nossos talentos trazem. Gostamos de nos sentir mais especias do que os outros, que não conseguem colocar em prática ou criar como nós. A sociedade na qual vivemos tende a colocar qualquer um que tenha talento sobre um pedestal.”

Rory Noland

O Capítulo começa com a história de uma vocalista chamada Rita. Rita cantava profissionalmente, estava habituada a apresentar-se em festas, casamentos, e havia gravado até mesmo jingles para rádios! Pouco depois de ter sido incorporada a membresia da igreja local, todos notavam o quanto era talentosa e estava a frente de todos os outros cantores em termos de técnica e, graças a isso, Rita rapidamente assumiu uma posição de proeminência no ministério de louvor.

Todo o pessoal procurou recebê-la com carinho, e rapidamente ela se adaptou a igreja local. Entretanto problemas começaram a surgir no decorrer do caminho: Não era fácil conversar com Rita, já que ela não vazia a mínima questão de se envolver com outras pessoas, se abrir, conversar. Além disso sempre estava atrasada nos ensaios, não dava satisfação quando precisava faltar, era impaciente com o técnico de som e os outros cantores, sarcástica com relação a banda (se alguém errasse ou as coisas não saíssem conforme o gosto dela, era um Deus nos acuda!), comparecia aos ensaios sem tirar as músicas com antecedência (julgando que as pessoas fariam vista grossa a sua negligência, já que ela era uma profissional ou não tinha tempo), não se sentava para ouvir o sermão, só comparecia a igreja quando era sua escala, e além de tudo isso não era aberta a críticas.

Rita nunca disse em voz alta que era superior as outros, que era uma estrela, que cantava melhor que tudo mundo, entretanto ela era reconhecida por praticamente toda a congregação por ser prepotente, arrogante, uma verdadeira prima donna: As atitudes de Rita falaram muito mais alto que suas palavras, e a levaram a ser reconhecida assim.

O Pastor percebeu o comportamento de primma donna de Rita e, gentilmente, conversou com ela em particular, tentando ensiná-la sobre o que é verdadeiramente servir na igreja local. Entretanto Rita se sentiu ofendida, e não entendeu o porque do pastor tê-la colocado à parte: “A bíblia não nos ensina que não devemos julgar?” ela respondia revoltadamente. Ela estava ferida. Se sentia incompreendida. “Essas pessoas não me reconhecem como deveriam”, ela dizia a si mesma, e então decidiu deixar a igreja e nunca mais voltar. A igreja, por outro lado, se recuperou muito bem, e mesmo sem Rita seguiu em frente com seu ministério de música.

Bem, o caso de Rita pode parecer meio extremo, não é mesmo? Também concordo, dificilmente encontraríamos alguém como Rita no decorrer de nossa vida, mas verdade seja dita: Todos nós provavelmente iriamos admitir ter reconhecido um ou dois traços de Rita em alguém no decorrer de nosso ministério! Enquanto parece óbvio que Rita precisa aprender como servir, pode não parecer tão óbvio que existe um pouquinho de Rita dentro de todos nós.

“É muito mais fácil apontar falhas nos outros do que reconhecer as nossas”

Semana que vem continuamos sobre três obstáculos que estão no caminho do verdadeiro serviço: Uma atitude de superioridade, egoísmo por trás de nossas ações e confiança pura e tão somente em nossos dons. Medite na história de Rita, e se pergunte: Existe algum traço de Rita dentro de mim? Tenho reconhecido minhas falhas?

Este artigo faz parte de uma série de textos baseados no livro “O coração do artista”, do autor Rory Noland. O texto consiste num resumo de parte do capitulo 2 do livro (com algumas adições minhas). As citações também foram retiradas do livro.

Por quê não acredito em milagres

Vivemos em tempos modernos não é mesmo? A ciência, com sua varinha de condão, nos dá a impressão de ter desmitificado praticamente tudo!

Como bem disse Heschel, hoje cremos de que todos os mistérios podem ser resolvidos, e que todo assombro não passa do “efeito que o novo imprime sobre a ignorância”. Com o tempo o novo perde a capacidade de nos impressionar. Ele assim conclui: “À medida que a civilização avança, o senso de assombro declina”.[1]

A falta de assombro de um cético me assombra menos do que a falta de assombro de tantos que se dizem cristãos diante de tanta miséria, pobreza, angústia, abandono, inércia das autoridades, e tantos outros males que, apesar de visíveis, são ignorados.

Como bem disse Lewis, se sua caridade não pesa nem um pouco em seus ombros, ela merece ser questionada… se você gasta o mesmo de quem não é cristão com coisas supérfluas, tem algo errado com a sua religião.[2]

Eu não acredito em milagres! Não acredito em gente que pede pra Deus mudar o Brasil e não coloca as mãos no arado! Gente que pede em favor dos pobres mas não colabora em nada! Alienados políticos, ativistas de banco, gente mais inerte do que muitos ateus que no papel não tem compromisso nenhum com o direito dos mais pobres, mas que dão a cara pra bater mesmo não tendo motivos aparentes!

Devemos fazer ação social! E não só nos limitar a ela, mas cobrar do Estado! Pois muitas vezes tais ações sociais são necessárias graças a incompetência e/ou a ausência do governo! A igreja não denuncia, prega contra o mundanismo mas se restringe a pequenas ações como “devolva o troco”, “não roube”, “não cole nas provas”! Deve sim se opor ao mundanismo, mas também deve se opor a omissão, a boca fechada, pois quem cala muitas vezes consente sim!

 

Me responda: Você já viu um candidato que recebeu orações (como se fosse só essa a intenção) em um púlpito voltar pra dar satisfação se eleito? Já viu algum pastor mobilizar os membros e organizar excursões pra uma plenária? Espero que existam, porque eu nunca vi! E se houvesse um sacerdote que fizesse isso, ainda assim duvido que haveria adesão…

Precisamos de um milagre pra doar pra missão mundial? Se precisa de um milagre pra dar um telefonema na assessoria de um vereador, um deputado, e cobrar serviço, pedir satisfação? Precisamos de um milagre pra tirar 5 minutos do nosso dia pra ligar pra alguém com quem não falamos faz tempo e oferecer um ombro amigo, perguntar se precisa de algo?

E boa parte dos parlamentares que se dizem evangélicos só advogam em função de interesses próprios! Parecem viver uma dicotomia: Somos nós e eles! Os escolhidos contra o mundo! Como se as pessoas fossem nossas inimigas! Jesus ensinou a amar o próximo sem distinções étnicas, culturais, políticas e até raciais! Logicamente a palavra nos diz que somos geração eleita, sacerdócio santo, que a luz não tem comunhão com as trevas, entretanto isso não nos livra de zelar pelo bem comum!

 

Não acredito nessa cambada de cantores gospel e pastores que dizem que um novo tempo vem sobre o Brasil, que um mover está pra acontecer, que o Brasil é de Jesus: É fácil realizar atos proféticos, difícil é fazer não é mesmo?

 

É por essas e outras que não acredito em milagres! Pelo menos não nos que estão ao nosso alcance, se é que você me entende.

Na busca pela verdade (e menos atos proféticos e mais atitudes)

Bruno

[1]Trecho retirado do livro “o evangelho maltrapilho” (Brennan Manning)

[2]Trecho retirado do livro “Cristianismo puro e simples” (C.S.Lewis)  

Um lugar proibido para pessoas perfeitas

Esse post é um esclarecimento em relação ao vídeo que postei no mês passado…

 

Conta a história que um pecador notório foi excluído e proibido de entrar na igreja. Ele levou suas dores a Deus:

 

– Eles não me deixam entrar, Senhor, porque sou um pecador.

– Do que é que você está falando? – Deus perguntou. – Eles também não me deixam entrar.

 

“…embora seja verdade que a igreja deva sempre se dissociar do pecado, ela não pode ostentar qualquer desculpa para manter qualquer pecador a distância.”

 

Brennan Manning, em “O evangelho maltrapilho”

 

 

No mês passado postei um vídeo, em resposta ao tal desafio “não me envergonho do evangelho”, o qual se disseminou rapidamente pelo facebook, e que consistia em basicamente postar um vídeo citando uma passagem da bíblia e intimar outras três pessoas a fazer o mesmo… até ai nada de mais.

Com o passar dos dias assisti alguns vídeos, e o que constatava em muitas pessoas era um conhecimento bíblico raso, ou quando não era o caso filmagens que remetiam ao improviso. Resolvi inovar, fazer algo que marcasse afinal de contas: Mas o que dizer?

Ai é que o chicote estralou! Bastou um palavrão no vídeo e pronto: Objetivo alcançado! Consegui chacoalhar as pessoas e ao menos chamar a atenção delas para o que queria dizer… será mesmo?

A questão é que por se tratar de um dos “levitas” da igreja, há quem tenha se escandalizado ao me ver falar aquilo! E o maior problema é que por conta desse início de vídeo espalhafatoso algumas pessoas simplesmente não assistiram o restante do vídeo. Cinco diferentes fontes, muito conteúdo e uma palavra biblicamente correta e coerente não fizeram frente a um palavrão…

O que dizer afinal de contas? Errei ao fazer aquilo? Afinal, o palavrão invés de chamar a atenção das pessoas para o que eu queria dizer simplesmente as afastou?

 

Como foi dito pelo apóstolo Paulo: “Não saía de vossa boca palavra torpe, mas tão somente a que for boa para produzir edificação.” A meu ver não fui contra essa palavra.“Mas poxa vida irmão Bruno – você poderia retrucar – a palavra não nos diz que não devemos escandalizar afinal de contas? O próprio apóstolo Paulo disse isso! Ainda que tenhamos a razão em certos assuntos, devemos nos abster para preservar alguém que é mais fraco na fé!” Sem dúvida alguma as escrituras dizem isso! Mas respondo com uma outra pergunta: Até que ponto não devemos escandalizar? De uma coisa tenho certeza: O escandalizar não é pretexto para inibir o que é certo. Por causa desse receio em escandalizar acabamos por levantar tabus dentro das igrejas: deixamos de falar em certos assuntos como pornografia, falta de pudor, orgulho, dentre tantas outras coisas que incomodam os ouvintes, e o escandalizar vira pretexto para a omissão! Ao fecharmos nossa boca perante estes e tantos outros pecados, também pecamos!

 

Seria essa mensagem tão indigna de ser ouvida graças a um único palavrão?

Seria uma vida tão indigna de ser ouvida e resgatada por conta de seus trejeitos, sua má fama, seu palavreado de baixo calão?

Seria uma pessoa tão desprezível por causa dos seus trejeitos, costumes, amizades, ao ponto de não merecer que eu ou você nos dispuséssemos a pregar a boa nova a ela?

 

Desistimos muitas vezes sem tentar (falo também por mim), e esquecemos que o espírito santo convence os corações, e que o nosso dever é falar, e que a nenhum homem devemos chamar de comum ou imundo (At. 10:28).

 

É interessante falar em escândalo, pois a própria palavra da cruz era “escândalo para os Judeus” e “loucura para os gregos”, mas para os cristãos era “salvação para todo aquele que crê”: E para nós, o que é a boa nova? Só devemos tirar da bíblia o que nos interessa e jogar fora todo o resto? Procuramos afinal um aliado nas escrituras ou um mestre? Um aio ou um juiz?

 

Blasfêmia ou escândalo é o mesmo que dizer “isso não me agrada” pra você?

 

Se a resposta for sim, você precisa urgentemente mudar os seus conceitos: Um cristão legalista e hipócrita (me perdoe a redundância, pois a hipocrisia já está implícita no caráter de um legalista) é muito mais foda do que muita gente por ai taxada como pecadora e condenada ao inferno pela boca de muito santarrão por ai! Condenamos mas esquecemos que também somos igualmente pecadores!

 

A palavra deve ser pregada e o pecado abominado, não resta dúvida. Entretanto, enquanto não nos contentamos em resgatar vidas, mas tivermos a necessidade de nos julgar mais dignos ou melhores do que os outros, postagens como essa jamais deixarão de surgir.

 

Bruno Vilela

A minha verdade não é a sua

“Todos nós temos uma tendência a pensar que o mundo deve estar de acordo com os nossos preconceitos. A visão oposta envolve algum esforço de pensamento, e a maioria das pessoas iria morrer antes de pensar – na verdade, é o que fazem.”

Bertrand Russel, matemático e filósofo ateu

Já ouvi (não lembro ao certo onde) uma frase que vem bem a calhar: Uma passagem lida fora de contexto vira pretexto para se pregar todo tipo de heresia. É bem o que acontece hoje em dia: O anafalbetismo social tão arraigado na cultura brasileira, a hipocrisia, a soberba teológica, a ganância, diversos são os motivos pelos quais absurdos ainda são pregados nos púlpitos
Recentemente li um post [1]no qual uma irmã de trejeitos bem pentecostais – nada contra os pentecostais, a descrição serve pra você entender o contexto – é criticada por conta de sua pregação numa vigília, que de pregação não tinha nada: O discurso era vazio, repleto de jargões como D-s vai falar com você, sinta ai a presença de D-s, entretanto sem conteúdo bíblico, sem discurso, sem leitura, só danças, gritos, profecias, e por ai vai…
O mais interessante foram os comentários, sendo que o primeiro dizia o seguinte…

” Nasci em um berço Cristão , já vi muitas coisas no meio evangélico , seja ele pentecostal , néo pentecostal , tradicional , enfim , não posso afirmar 100 por cento que isto é errado , também não posso afirmar que é certo , quem lê bíblia sabe que Davi quebrou o protocolo e dançou semi nú , que Isaías andava pelas cidades pregando nú , e isso pra mim , pra você , pro pessoal da época era um escândalo … não sou adepto do reteté , sempre fui muito centrado nos cultos , nas orações … Mas eu tive uma experiência com Deus que marcou minha vida , e por este motivo quem sou eu pra falar de alguma vertente protestante seja ela qual for …”

Realmente, quem somos nós pra afirmar que isso é errado ou certo? Não temos direito algum! E é por isso que Deus nos deixou as escrituras: A palavra julga nosso comportamento como sendo certo ou errado, ela define nossas regras de conduta, nos serve como um farol, não nos deixando andar ao léu.

Tão interessante quanto o comentário defendendo a pregação da moça foi a resposta:

” Lucas a propria biblia fala que as mulheres estejam calada nas igrejas . isso é anti biblico…”
Não bastasse a defesa fora de contexto, ainda por cima temos uma crítica fora de contexto!
Ai você me pergunta: Como sabe que ambos estão errados? Em primeiro lugar posto um comentário bem sensato disponível no próprio site, em resposta a tal quebra de protocolo de Davi:

” Uma coisa era a manifestação em festas de cunho cívico outra coisa eram as exigências para o culto no templo. Não há relatos de dança, euforia ou qualquer outra manifestação na liturgia no templo. A única coisa que Crônicas relatam eram os oficiais da música, os regentes, cantores e instrumentistas, todo o restante era idêntico a forma de culto mosaico exigidos por Deus em Exodo e Levítico. “
Já com relação ao comentário dizendo que “as mulheres não devem falar na igreja”, tomemos um trecho de artigo publicado pelo Dr. Augustus Nicodemus em seu blog pessoal:

” […] o comportamento inadequado das mulheres das igrejas de Corinto e de Éfeso, às quais Paulo escreveu determinando que ficassem caladas na Igreja, foi um momento histórico definido […]”[2]
O que já coloca por terra o segundo argumento, posto o contexto histórico e as pessoas as quais Paulo endereçava a carta.

O triste é que muita gente despreparada domina pulpitos por todo o país, pregando conforme sua própria visão de mundo, atropelando todos os preceitos de uma teologia sã e pregando segundo seus próprios preconceitos e experiências! Se continuarmos assim, a bíblia afinal servirá de que? Peso de papel? Sinceramente fico com um pé atrás quando amigos meus defendem que o pastorado pode ser exercido sem necessidade de um curso de teologia, dizendo que nos tempos do novo testamento a teologia não existia e ainda assim pessoas eram chamadas por Deus… sinceramente, com todos os recursos que temos hoje em nosso país, um aspirante ao pastorado dizer que não pode ao menos fazer um curso de teologia básica é um desculpa bem esfarrapada…
” Estudiosos do nosso tempo têm o denominado de pós-modernidade. […] Uma das características mais marcantes da pós-modernidade é o rompimento com o que poderíamos chamar de universal ou geral, em prol do particular ou individual.[3] E ai, notou algo em comum com o título de nosso artigo?
Se temos fé que a bíblia é a palavra inerrante do Deus vivo, temos onde buscar respostas, temos por onde nos pautar! Busquemos entendimento. ” E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada.” (Tg 1:5) “Se buscares a sabedoria como a prata, e a procurares diligentemente como a tesouros escondidos. Então entenderás o temor de Jeová, e acharás o conhecimento de Deus. Pois Jeová é quem dá a sabedoria, da sua boca procedem o conhecimento e o entendimento. Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos. É escudo para os que andam em integridade. Para guardar as veredas do juízo, e preservar o caminho dos seus santos. Então entenderás a justiça, o juízo e a eqüidade, todas as boas veredas. Pois a sabedoria entrará no teu coração, E a ciência agradará à tua alma. A discrição te protegerá, e o discernimento te guardará.” (Pv 2:4-11)
Não basta ler, devemos entender as escrituras, pois só assim não seremos enganados e seremos fiéis as escrituras. Só assim conheceremos a verdade, só assim ela nos libertará.

 

[1]  http://www.pulpitocristao.com/2014/02/missionaria-leandra-da-mocoto-e-manda.html#.Uv13lHqP6IU

[2]  http://ultimato.com.br/sites/estudos-biblicos/assunto/igreja/o-relativismo-pos-moderno/

[3]  http://tempora-mores.blogspot.com.br/2014/01/respostas-argumentos-usados-em-favor-da.html

O segredo de uma vida bem sucedida

É incutida em muitos de nós (pelo menos em mim foi) desde criança a ideia de que se nos esforçarmos, se persistirmos o suficiente, se trabalharmos duro, cedo ou tarde alcançaremos nossos sonhos, nossos objetivos, seremos no fim das contas bem-sucedidos, felizes! Será mesmo? A noção de ser “bem-sucedido” é muito subjetiva, em outras palavras varia muito de pessoa para pessoa: Uma pode considerar ter muito dinheiro, outra já associa o sucesso ao poder, ocupar posições de destaque, ser presidente de uma empresa, ou quem sabe enxerga a felicidade em vender miçangas na praia.

 

Afinal o que é ser bem sucedido para um cristão?

 

No mundo capitalista e materialista em que vivemos não são poucas as pessoas atribuem o valor de um ser humano as suas posses, dizendo que o dinheiro traz felicidade, que ser bem-sucedido é ter “bala na agulha”, e o triste é que isso tem adentrado até mesmo as igrejas, as quais não deveriam comungar deste mesmo pensamento. Ao contrário do que muita gente prega, ter muitas posses não é sinal da aprovação divina: o fato de encontrar-me doente ou estar desempregado a um tempo não são indícios de que estou em pecado ou me falta fé! Pobreza não é sinal de condenação meu colega, simples assim! “Fomos chamados para ser cabeça e não cauda!” uns bradam, e em consonância outros dizem “você nasceu pra vencer!”, ou logo após uma pregação pra lá de tendenciosa (onde a vitória é associada ao carro zero, a casa nova, a cura de uma enfermidade, e por ai vai) outros dizem que “a vitória é sua em nome de Jesus”, Jesus que aliás muitas vezes não tem é nada a ver com as tais aquisições: Quer ter dinheiro? Vai trabalhar irmão! Não precisa ir na igreja pra ter dinheiro!

Ser bem-sucedido para um cristão se resume numa breve frase dirigida por Deus a igreja de Esmirna (Ap. 2:10)

 

“ … Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida. “

 

Ser bem-sucedido não é nada mais nada menos do que ser fiel até o fim, simples assim.

 

É normal não ser feliz todo dia! É normal sofrer, e até mesmo uma criança sabe que nossa vida é repleta de altos e baixos! Não viva utopias meu irmão, somos condicionados por muitos pseudo pregadores que ser cristãos é um mar de rosas! Tudo é vitória, tudo é benção, lá no fim a gente vai saber o por que de todo o sofrimento que passamos… me responda algo: Jó morreu sabendo o por que de todo o seu sofrimento? Leia todo o seu livro e você verá que não! É normal morrer sem ter todas as respostas! Se foi assim até mesmo com Jó que era um homem íntegro, reto e temente a Deus, esperaria eu algo diferente da parte de Deus? Gente que prega que o melhor de Deus se vive nessa vida está completamente enganado! Nem sempre nos deparamos com um final feliz (leia hebreus 11 e você verá o que estou falando). Enquanto vivermos estaremos sujeitos a doenças, desilusões, injustiças, lutas e mais lutas intermináveis que só findarão quando nossa vida cessar, por isso lhe digo: Viva tendo em vista a eternidade, e não apoiado em ilusões como bens terrenos que se perdem por qualquer desventura, sujeitos a traça, a ferrugem, ao roubo, fadados a um fim! Me espelho nas palavras de Lutero, o qual lembra-nos de que “esta vida, portanto, não é justiça, mas crescimento em justiça. Não é saúde, mas cura. Não é ser, mas se tornar. Não é descansar, mas exercitar. Ainda não somos o que seremos, mas estamos crescendo nesta direção. O processo ainda não está terminado, mas vai prosseguindo. Não é o final, mas é a estrada. Todas as coisas ainda não brilham em glória, mas todas as coisas vão sendo purificadas”.[1]

 

Posto todas estas coisas, finalmente posso dizer a você como ter uma vida bem-sucedida: Não é ser feliz todo dia, não é ter uma conta bancária polpuda e nem ao menos ser famoso… o segredo é: ser fiel. Simples assim, uma frase tão curta mas que implica em tantas coisas que jamais sequer pensamos em sonhar…

Na busca pela verdade

Informativo: Os posts lidando com o problema do mal voltam ano que vem.


[1]
BOISVERT, Robin; MAHANEY, C. From “Glory to Glory: Biblical Hope for Lasting Change”. Anaheim: People of Destiny International, 1993. Retirado do artigo da revista ultimato:

 

Disponível em: <http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/344/aleluia-a-noiva-esta-sendo-preparada>

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