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O coração do artista – Capitulo 2 parte 2: Três barreiras que impedem o serviço cristão

“ Portanto, que todos nos considerem como servos de Cristo e encarregados dos mistérios de Deus.”

1 Coríntios 4:1

Servir ao invés de ser visto: Esse deve ser o lema de todo cristão. A fama, o reconhecimento não devem ser objetivos, mas sim uma consequência em nossos ministérios. E que exemplo maior do que o de Jesus temos de serviço?

Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos.

Marcos 10:45

Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.

Filipenses 2:6-8

“Dois mil anos depois a imagem de Jesus lavando os pés dos discipulos está cravada em nosso coração, ainda que falhemos em compreender tudo que Jesus quis dizer com essa atitude.”

Rory Noland

Ao ver de Rory, existem três principais barreiras no caminho do artista servo:

1. Uma atitude de superioridade

Dificilmente alguém se arrisca a dizer em alta voz que é melhor do que os outros, disso não tenho dúvida! Entretando, existem diferentes maneiras de transmitir essa mensagem aos outros, algumas mais e outras menos sutis. Rita jamais assumiu publicamente ser melhor do que todos os outras pessoas, mas suas atitudes transmitiram essa mensagem! As ações muitas vezes falam mais alto do que palavras! Arranque o orgulho do seu coração! Orgullhe-se em conhecer a Deus:

“E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.

2 Coríntios 12:9 (ênfase minha)

2. Egoísmo por trás de nossas atitudes

A grande pergunta é: Temos servido a Deus ou a nós mesmos? Pra muitas pessoas o ministério artístico nada mais é do que uma forma de ser notado, de estar no centro das atenções, sendo que muitos líderes acabam se tornando reféns da opinião alheia tamanha é a sua ânsia de agradar a todos, buscando assim a aprovação dos homens e não a vontade de Deus. Queremos aplausos! Queremos ser reconhecidos!

Qual é a sua motivação? Se a resposta for “eu, eu, eu”, está na hora de repensarmos nossas atitudes: O ser humano pode não notar, mas Deus sonda os nossos corações, e nada há que ele não possa ver. Abra mão do egoísmo.

3. Confiança pura e tão somente em nossos dons

Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus em espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne.”

Filipenses 3:3 (ênfase minha)

Eu faço e aconteço! Tudo dará certo pois eu sou talentoso o suficiente, esperto o suficiente! Se pensamos assim estamos miseravelmente enganados! Devemos sim estudar, devemos sim nos precaver, mas lembre-se que sem a graça de Deus nada disso seria possível! Ele que nos dá forças pra andar, é n’Ele que pensamos, é graças a Ele que existimos, que temos saúde, força para nos movermos: Tudo vem de Deus! Antes de se perguntar como estava sua aparência no palco ou como a música soou, pergunte-se: Deus tem me usado? Tenho sido boca de Deus ou falado do que provêm do meu coração?

Fale com Deus hoje e todos os dias, entregue toda a sua ansiedade, coloque suas motivações aos pés d’Ele, lembre-se de Jesus lavando os pés dos discipulos! Que façamos o mesmo, hoje e sempre…

Este artigo faz parte de uma série de textos baseados no livro “O coração do artista”, do autor Rory Noland. O texto consiste num resumo de parte do capitulo 2 do livro (com algumas adições minhas). As citações também foram retiradas do livro.

Bruno Vilela

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O coração do artista – Capitulo 2: Serviço versus estrelato

“O desejo de sermos servidos é abraçado com muito mais facilidade do que o de servir.”

“Como artistas nós muitas vezes somos egoístas e egocêntricos. Gostamos da atenção que nossos talentos trazem. Gostamos de nos sentir mais especias do que os outros, que não conseguem colocar em prática ou criar como nós. A sociedade na qual vivemos tende a colocar qualquer um que tenha talento sobre um pedestal.”

Rory Noland

O Capítulo começa com a história de uma vocalista chamada Rita. Rita cantava profissionalmente, estava habituada a apresentar-se em festas, casamentos, e havia gravado até mesmo jingles para rádios! Pouco depois de ter sido incorporada a membresia da igreja local, todos notavam o quanto era talentosa e estava a frente de todos os outros cantores em termos de técnica e, graças a isso, Rita rapidamente assumiu uma posição de proeminência no ministério de louvor.

Todo o pessoal procurou recebê-la com carinho, e rapidamente ela se adaptou a igreja local. Entretanto problemas começaram a surgir no decorrer do caminho: Não era fácil conversar com Rita, já que ela não vazia a mínima questão de se envolver com outras pessoas, se abrir, conversar. Além disso sempre estava atrasada nos ensaios, não dava satisfação quando precisava faltar, era impaciente com o técnico de som e os outros cantores, sarcástica com relação a banda (se alguém errasse ou as coisas não saíssem conforme o gosto dela, era um Deus nos acuda!), comparecia aos ensaios sem tirar as músicas com antecedência (julgando que as pessoas fariam vista grossa a sua negligência, já que ela era uma profissional ou não tinha tempo), não se sentava para ouvir o sermão, só comparecia a igreja quando era sua escala, e além de tudo isso não era aberta a críticas.

Rita nunca disse em voz alta que era superior as outros, que era uma estrela, que cantava melhor que tudo mundo, entretanto ela era reconhecida por praticamente toda a congregação por ser prepotente, arrogante, uma verdadeira prima donna: As atitudes de Rita falaram muito mais alto que suas palavras, e a levaram a ser reconhecida assim.

O Pastor percebeu o comportamento de primma donna de Rita e, gentilmente, conversou com ela em particular, tentando ensiná-la sobre o que é verdadeiramente servir na igreja local. Entretanto Rita se sentiu ofendida, e não entendeu o porque do pastor tê-la colocado à parte: “A bíblia não nos ensina que não devemos julgar?” ela respondia revoltadamente. Ela estava ferida. Se sentia incompreendida. “Essas pessoas não me reconhecem como deveriam”, ela dizia a si mesma, e então decidiu deixar a igreja e nunca mais voltar. A igreja, por outro lado, se recuperou muito bem, e mesmo sem Rita seguiu em frente com seu ministério de música.

Bem, o caso de Rita pode parecer meio extremo, não é mesmo? Também concordo, dificilmente encontraríamos alguém como Rita no decorrer de nossa vida, mas verdade seja dita: Todos nós provavelmente iriamos admitir ter reconhecido um ou dois traços de Rita em alguém no decorrer de nosso ministério! Enquanto parece óbvio que Rita precisa aprender como servir, pode não parecer tão óbvio que existe um pouquinho de Rita dentro de todos nós.

“É muito mais fácil apontar falhas nos outros do que reconhecer as nossas”

Semana que vem continuamos sobre três obstáculos que estão no caminho do verdadeiro serviço: Uma atitude de superioridade, egoísmo por trás de nossas ações e confiança pura e tão somente em nossos dons. Medite na história de Rita, e se pergunte: Existe algum traço de Rita dentro de mim? Tenho reconhecido minhas falhas?

Este artigo faz parte de uma série de textos baseados no livro “O coração do artista”, do autor Rory Noland. O texto consiste num resumo de parte do capitulo 2 do livro (com algumas adições minhas). As citações também foram retiradas do livro.

Não veja a igreja como um trampolim!

“Vivemos em um tempo, no entanto, quando muitos artistas não dão a
mínima para a igreja. Até mesmo artistas cristãos. Quando pensamos em nossa arte impactando o mundo, na maioria das vezes não pensamos em fazer isso através da igreja local. Ou se pensamos, vemos a igreja como um trampolim para algo com um público maior.

Por exemplo, há uma geração inteira de jovens crescendo agora mesmo
com a ideia de que um verdadeiro ministério de música não está na igreja, mas na indústria da música cristã. De fato, quando ouvem o termo “artista cristão”, a maioria das pessoas pensa que isso se refere a alguém “na indústria”. No entanto, o contralto no coral da igreja, o ator cristão de um grupo de teatro na congregação, e o professor de arte convertido, são muito mais artistas cristãos do que alguém na indústria. Essa opinião não me faz ter amigos na indústria da música cristã: você alguma vez já pensou se essa indústria foi realmente a primeira opção de Deus para alcançar um mundo perdido, ou se nós, em nossa comunidade, não teríamos abdicado desse privilégio porque não tivemos a visão do quão poderosa a música poderia ser na igreja? 

Não estou dizendo que a benção de Deus não esteja sobre a indústria da música cristã. Ela tem produzido muitos frutos e tem tocado a vida de muitos ainda hoje. Esse impacto, no entanto, não se perderia pelo fato de artistas cristãos estarem concentrando seus ministérios para dentro da igreja ou para o mercado secular. Àqueles que são músicos, tenho que dizer que se estão fazendo música cristã mas realmente gostariam de estar fazendo algo mais (como “acontecer” na indústria), não façam música cristã. Façam outra coisa. Isso serve para todos nós artistas. Não veja a igreja como um trampolim para algo mais importante.”

Rory Noland, em seu livro “O coração do artista”. Citação contida em trecho do livro disponibilizado na internet pela editora para consulta

http://livros.gospelmais.com.br/wp-content/blogs.dir/6/files/livro-o-coracao-do-artista.pdf

Música gospel? Tem coisa boa sim! (Parte 1)

MicrofoneAo longo desses 10 anos como cristão e mais especificamente atuando como músico na igreja nos últimos 7 anos, já ouvi dezenas de bandas do gênero gospel, ou bandas de música cristã, como preferir. Conheci desde bandas que não gostam de receber o rótulo de banda “gospel”, até bandas que não se incomodam com isso, apenas buscam expressar sua fé e suas convicções por meio de suas músicas. Leia mais…

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